USP compra navio de pesquisa com autonomia quatro vezes maior

1

A USP (Universidade de São Paulo) e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) finalizaram no mês passado a compra de um novo navio oceanográfico para pesquisas.

Segundo a universidade, sua antiga embarcação (Prof. W. Besnard) já estava sem condições de utilização.

Com quatro vezes mais autonomia que o antecessor, o novo navio permitirá a ampliação das pesquisas, diz o diretor do Instituto Oceanográfico da USP, Michel Michaelovitch de Mahiques.

Um tema que poderá passar a ser investigado é o pré-sal. Levantamento da universidade aponta que nenhuma embarcação civil, sem fins comerciais, consegue hoje fazer esse tipo de pesquisa.

Além disso, a embarcação conseguirá fazer a travessia do Atlântico Sul, pois pode passar 60 dias em alto-mar.

“Essa é uma região muito pouco conhecida. Agora, conseguiremos fazer pesquisas melhores”, diz o diretor do Instituto Oceanográfico.

A embarcação, a ser batizada de Alpha Crucis (estrela que representa São Paulo na bandeira do Brasil), custará US$ 8,6 milhões (cerca de R$ 15 milhões), valor custeado pela USP e pela Fapesp –ambas as instituições recebem recursos com base na arrecadação estadual, que tem crescido nos últimos anos.

O navio pertencia à Universidade do Havaí (EUA) e, recentemente, passou para a Noaa (Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera). Seu nome atual é Moana Wave.

 

REFORMA

Antes de vir para o Brasil, no segundo semestre, a embarcação será reformada e receberá novos equipamentos. Uma vantagem em relação à antecessora é a possibilidade de ficar parada em alto-mar, por meio do sistema de posicionamento dinâmico. A antiga se movimentava, mesmo ancorada.

O novo navio também terá aparelhos mais sofisticados para identificação e mensuração de cardumes, para medição de correntes e sondagem do fundo marinho. Camarotes e laboratórios também serão modernizados.

A manutenção ficará por conta da USP. Pesquisadores de outras instituições também poderão utilizá-lo, desde que tenham o projeto de pesquisa aprovado.

 

MUSEU

A antiga embarcação da USP deverá ser incorporada a um futuro museu marítimo, a ser construído em Santos.

“Logo que assumi, a situação do navio foi um dos primeiros problemas que me apresentaram”, afirma o reitor da USP, João Grandino Rodas, que tomou posse no início do ano passado.

O Prof. W. Besnard sofreu um incêndio em 2008, o que danificou seu sistema de navegação. Além disso, há cerca de 20 anos, a embarcação não recebeu a manutenção adequada, o que diminuiu sua vida útil, segundo o Instituto Oceanográfico da USP.

Em 1988, em atividade na Antártida, o navio chegou a ficar à deriva, quando quebrou seu eixo da hélice ao atravessar a passagem de Drake, o que encerrou as atividades na região.

Clipping direto – Diário de Marília

Por Marcus Lotfi

1 COMENTÁRIO

  1. Parabens!!!
    este sem duvida foi um passo de grande valia…nossos estudantes,pesquisadores merecem estar com exelentes equipamentos e conforto em suas viagens em alto mar,e isso e necessario por que ficar em alto mar com mau tempo a bordo ,e pior q estar em meio a uma tempestade!
    Sucesso a todos!
    ps caso necessitem de um top taifeiro para servir a vossa tripulaçao conten comigo o time e completo minha esposa tambem e biologa e deseja entrar na area marinha,,,quem sabe um de nos vai ajuda-los! valeu.

Deixe uma resposta