Petrobras responde à Revista Época

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A Petrobras não perdeu tempo e, de bate pronto, respondeu às indagações da Revista Época, a respeito de seus negócios na Bolívia, incluindo opiniões da empresa sobre algumas medidas do Governo de Evo Morales e algumas informações que vazaram pelo site Wikileaks.

Leia a matéria “Evo Morales, um neoliberal?”, publicada pela revista Época neste domingo (09/01). Confira, abiaxo, as respostas encaminhadas pela Petrobras ao veículo.

Pergunta: O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García, anunciou nesta semana que o governo decidiu subsidiar o custo da produção de petróleo e oferecer incentivos para que em presas petrolíferas estrangeiras invistam no país. Se isso acontecer, a Petrobras pretende entrar no negócio? A Petrobras pretende exigir alguma medida contratual visando a prevenção de uma possível estatização, como ocorreu em 2006?

Resposta – A Petrobras não comenta possibilidades nem medidas adotadas por outros governos.

Pergunta: Em dezembro, a Petrobras anunciou a retomada de investimentos em gás natural na Bolívia, com a compra dos direitos de exploração de 30% do campo de Itaú, que pertenciam à francesa Total. Houve alguma medida contratual visando a prevenção de uma possível estatização? O que foi determinante para a Petrobras voltar a investir na Bolívia? Isso não traz riscos políticos já que Evo Morales nacionalizou ativos da Petrobras e colocou tropas do Exército, em 2006, em refinarias da empresa? Não há nenhum tipo de temor?

Resposta – A Petrobras nunca deixou de investir na Bolívia e reafirma declarações feitas em 2005 e 2006, quando a Companhia informou que manteria os investimentos para garantir o abastecimento do mercado brasileiro. A Petrobras tem um contrato com a Bolívia até 2019 e esse contrato está sendo cumprido. A Bolívia nunca desrespeitou tal contrato e há possibilidade de renegociação para depois de 2019. Sobre o assunto, em dezembro último, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, afirmou: “A situação atual de Itaú e San Alberto é um processo que vem há muito tempo. Não há novidades. O problema fundamental do gás da Bolívia é o mercado brasileiro. Lá nós somos produtores de gás, nós entregamos esse gás à YPFB que nos vende esse gás através do contrato de Gas Supply Agreement (GSA), que é um contrato de entrega de gás que sempre foi respeitado pela Bolívia”.

Pergunta: Após a estatização de refinarias de gás da Petrobras na Bolívia em 2006, como ficaram os investimentos da empresa no país? Qual é a participação que a Petrobras possui atualmente nessas refinarias? Quantos % dos ativos são do governo boliviano e quantos % são da Petrobras? Quantos % do valor da produção são destinados ao governo boliviano e quantos % vão para a empresa? Como funciona o contrato que garante a produção de gás para o mercado brasileiro? Qual foi o prejuízo dessa estatização para a Petrobras? O que a empresa perdeu, em valores?

Resposta – Não houve qualquer prejuízo na venda dos ativos da Petrobras para a YPFB. O preço pago pela Bolívia foi considerado justo e correto para a Petrobras.

Pergunta: Gostaria de acrescentar uma pergunta na minha demanda: Documentos revelados pelo Weakleaks revelaram que o presidente Hugo Chávez teria feito pressão sobre Evo Morales para que ele estatizasse a Petrobras. Qual é a opinião da Petrobras sobre o assunto? A empresa considera que Chávez exerceu um papel negativo?

Resposta – Sem comentários.

Com as informações – Petrobras

Por Rodrigo Cintra

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