Gás natural promissor na Bacia do São Francisco

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Novas áreas promissoras para exploração de gás natural na porção mineira da Bacia do São Francisco começam a ser perfuradas, depois da descoberta do combustível no ano passado no povoado de Pindaíbas, distrito de Morada Nova de Minas, na Região Central do estado.

Na corrida das empresas que assumiram lotes licitados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na região, nove poços serão perfurados neste ano, com recursos avaliados entre R$ 90 milhões e R$ 135 milhões, considerando-se um custo de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões por poço calculado por especialistas do setor. Será a etapa final para definir se Minas Gerais vai despontar como potência na produção de um insumo limpo e valioso, considerado a redenção econômica de pelo menos uma dezena de municípios localizados no Norte de Minas, Noroeste e Alto Paranaíba.

É na perfuração dos poços que as empresas colhem os dados que indicarão o tamanho das reservas e a forma como serão exploradas. A Petrobras confirmou, ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que iniciou a segunda etapa do seu programa em Minas, já aprovado pela ANP, com o planejamento para a perfuração de dois poços e a aplicação de R$ 40 milhões. Durante a primeira fase do trabalho, encerrada em janeiro do ano passado, a empresa investiu R$ 30,5 milhões, trabalhando em parceria com a BG do Brasil, que optou por deixar o consórcio.

O primeiro poço definido pela Petrobras foi batizado de Oséas, contemplando Brasilândia de Minas, no Noroeste do estado, onde as obras foram iniciadas no fim de 2010. O poço está em perfuração a uma profundidade de 2,2 mil metros e deverá chegar a 3,3 mil metros. Já o segundo poço, chamado de Amós, será perfurado a partir de abril em João Pinheiro, também ao Noroeste do estado, com uma profundidade de investigação prevista para 2,3 mil metros. O batismo dos dois poços com nomes de profetas, segundo a Petrobras, representa uma homenagem às obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Outros sete poços estão pré-contratados pela empresa brasileira Petra, de acordo com balanço feito pelo governo de Minas Gerais sobre o avanço dos trabalhos na parte mineira da Bacia do São Francisco. A reportagem pediu detalhes sobre o andamento dos serviços nos lotes licitados à ANP, mas até o fechamento da edição a agência não havia prestado informações. O poço pioneiro perfurado em Morada Nova de Minas pelo consórcio formado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Orteng Equipamentos e Sistemas, Delp Engenharia e Imetame Energia, para a exploração do bloco 132, já levantou todas as informações para definir o tamanho da reserva e a forma como ela será explorada.

Leia na íntegra – Estado de Minas

Por Marcus Lotfi

 

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