EISA e Wilson, Sons investem pesado em estaleiros

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A meta do Estaleiro Eisa, no Rio, é aumentar seu tamanho em dez vezes com a nova planta de Alagoas. O Diretor-Técnico do Eisa Alagoas, Max Welber, lembra que serão investidos US$ 650 milhões. Jorge Gonçalves, Presidente do Eisa, conta que o estaleiro sobreviveu à crise dos anos 80 e 90 com pequenas encomendas: “O fundo do poço, ou melhor, do mar, foi em 1989. Agora, emergimos. É um momento promissor para todos. Para Alagoas, não temos ainda qualquer encomenda, mas investimos considerando as perspectivas de crescimento do setor”.

A Wilson, Sons está investindo US$ 180 milhões na ampliação do seu estaleiro em Guarujá (SP) e na construção de um novo em Rio Grande (RS). Arnaldo Calbucci, Vice-Presidente da empresa, explicou que, enquanto o estaleiro de Guarujá, adquirido pelo grupo nos anos 70, é voltado praticamente para trabalhos como reparos de navios e rebocadores de sua frota própria, o novo estaleiro no Sul terá também o objetivo de atender encomendas de terceiros. “O que motivou o grupo a ampliar suas atividades construindo um estaleiro para atender o mercado foi o novo boom da indústria de óleo e gás no país, com o incentivo à indústria nacional” — destacou Calbucci.

Fornecedores nacionais ainda têm medo de investir

Um pilar dos incentivos para manter o setor com investimentos em alta é o financiamento concedido através do Fundo da Marinha Mercante. A procura é crescente. Em fevereiro, o Conselho Diretor do Fundo vai analisar 160 projetos para determinar prioridades de financiamento, que somam R$ 12 bilhões. O último encontro, em 2009, aprovou projetos prioritários que totalizavam R$ 10 bilhões.

O BNDES, um dos agentes financeiros do Fundo, aprovou em 2010 R$ 9,6 bilhões em projetos para o setor. Desembolsou ainda R$ 2,31 bilhões — valor recorde e 31,2% superior ao de 2009. Mas há desafios. Além da falta de mão de obra qualificada, Ariovaldo, do Sinaval, destaca que há um esforço em convencer os fornecedores nacionais de que é preciso investir mais: — Eles ainda têm medo de construir unidades de produção e depois não ter para quem vender. Estamos mostrando que o cenário não é esse.

Com as informações –Ramona Ordoñez e Bruno Rosa / O Globo

Por Rodrigo Cintra

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