OGX otimista com petróleo no Pará

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A diretoria da OGX, empresa controlada pelo magnata Eike Batista e que deverá iniciar ainda este mês as pesquisas em busca de hidrocarbonetos na costa do Pará e do Maranhão, mantém uma expectativa otimista para o seu trabalho na região.

Em informações passadas ao DIÁRIO DO PARÁ, por meio digital, a assessoria da empresa informou que o modelo geológico do litoral norte do Brasil é similar ao de Gana, na África, onde recentemente foram feitas descobertas significativas de petróleo e gás.

A empresa não revelou o montante dos investimentos a serem realizados nessa fase da pesquisa, limitando-se a informar que serão feitas cinco perfurações. Ela também explicou por que foi escolhida a cidade de São Luís, no Maranhão, como base de operações, e não uma cidade do Pará, Belém ou Bragança. Segue a entrevista.

P: A OGX já dispõe de algum estudo prévio sobre as características geológicas da área? Elas são consideradas propícias à existência de hidrocarbonetos?

R: A OGX dispõe de dados sísmicos sobre a região, que são analisados e interpretados pelos nossos especialistas, e que, juntamente com informações de poços perfurados anteriormente nesta bacia, permitem identificar as melhores áreas a serem perfuradas. Foram adquiridos 2.567 km2 de sísmica 3D já existente e mais 643 km2 de sísmica nova cobrindo os cinco blocos operados pela OGX na área. Esses dados nos deixam otimistas quanto ao potencial da região, ainda que esta bacia seja considerada nova fronteira. Nossa expectativa positiva está baseada na análise do modelo geológico da região, que é similar ao de Gana (África), onde descobertas significativas foram realizadas recentemente.

P: Quantas perfurações vão ser feitas pela OGX, e a quais profundidades?

R: A OGX pretende perfurar cinco poços exploratórios na região com o objetivo de identificar reservas de óleo e/ou gás natural. O primeiro poço a ser perfurado, batizado de Taperebá, estará localizado a mais de 120 km da costa maranhense, em lâmina d’água de aproximadamente 53 m. Os outros poços podem ter lâmina d’água de até 100m. A atividade de perfuração está prevista para acontecer entre o início de 2011 e março de 2012.

P: Que tipo de equipamentos serão utilizados nesse trabalho (em perfuração e apoio no mar)?

R: Será utilizada uma sonda de perfuração do tipo autoelevatória, batizada de Ocean Scepter, que já se encontra na região, fundeada na Baía de São Marcos, em São Luís (MA). Além disso, a OGX contará com 3 barcos de apoio para sua operação, helicópteros e uma base logística no Porto Grande, em São Luís.

P: Quantos empregados serão mobilizados na fase de pesquisa?

R: Nessa fase inicial e com curta duração (até 2012), a necessidade de mão de obra é pequena e extremamente especializada, formada por especialistas que irão atuar e morar temporariamente dentro da sonda. Dessa forma, estimamos cerca de 300 funcionários mobilizados, em turnos de 100 pessoas por período.

P: Por que a OGX escolheu a cidade de São Luís como base do projeto? Alguma cidade do Pará – Belém ou mesmo Bragança – chegou a ser cogitada?

R: A OGX analisou diversas opções e escolheu São Luís por dois motivos principais: proximidade em relação aos blocos (230 km, ante mais de 700 km em relação a Belém) e a existência de estrutura já disponível para ser alugada imediatamente pela OGX.

Leia a matéria completa no Diário do Pará

Por Rodrigo Cintra

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