Tecnologia “arretada” na Petrobras

0
168

Quem disse que a Engenharia desenvolvida pelos engenheiros da Petrobras do Rio Grande do Norte não é criativa? Segue abaixo artigo demonstrando como o Engenheiro Catulo Rêgo, natural de Oeiras, Piauí, mas trabalhando no RN há décadas auxiliou no desenvolvimento de um projeto que consegue adequar tecnologia e respeito ao meio-ambiente. É a ciência mostrando que tecnologia e meio-ambiente não são inimigos.

A Gerência de Projetos do UO-RNCE/ATP-ARG (ATP-ARG/GPROJ-IVP-ET-ARG) desenvolveu, com o apoio das gerências de Construção e Montagem (CM) e Desenvolvimento da Produção (DP) do ATP-ARG, um manifold elevado, que está funcionando na estação coletora Estreito-L (ET-L), no Campo de Estreito do ATP-ARG.

Manifold é um conjunto de válvulas que recebe o óleo vindo dos poços por meio das linhas de produção, controlando o direcionamento da produção. O manifold elevado surgiu como uma forma de possibilitar a interligação de poços recém perfurados em ET-L sem que houvesse a necessidade de ampliar a bacia de contenção do manifold já existente. Um problema dessa estação era o compartilhamento de diversos poços em um mesmo manifold, o que dificultava a operação e provocava a perda de produção durante a realização de testes.

O engenheiro de equipamentos do ATP-ARG/DP, Catulo Rêgo, foi o idealizador do novo sistema e afirma que ele reduz a área utilizada e, consequentemente, o impacto ao meio ambiente. O manifold elevado é simétrico ao convencional, sendo montado sobre este. As linhas de surgência chegam ao equipamento por cima, ou seja, não ficam mais rente ao solo como no antigo sistema. Atualmente, o equipamento está operando com 21 poços interligados da estação ET-L.

Até o final deste mês, mais nove poços deverão ser interligados ao sistema, restando duas entradas disponíveis para novos poços. A ideia é instalar o equipamento na estação ET-F, onde existem 15 poços compartilhando entradas do manifold. “Ainda é uma solução provisória, pois precisamos sentir o desempenho operacional, bem como o grau de aceitação das pessoas que operam o equipamento”, afirmou Catulo Rêgo.

Com as informações – Carta Potiguar

Por Rodrigo Cintra

Deixe uma resposta