Pré-sal está subestimado – Pode haver o dobro das reservas declaradas

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As reservas de petróleo da área do pré-sal do País podem conter pelo menos 123 bilhões de barris, mais que o dobro do que é estimado pelo governo, segundo um estudo conduzido por um geologista que já trabalhou para a Petróleo Brasileiro SA.

A pesquisa, que foi iniciada para mostrar que o governo estava sendo muito otimista em relação às reservas, mostrou que na verdade o potencial da área estava sendo subestimado, disse Hernani Chaves, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro que trabalhou na Petrobras por 35 anos. A pesquisa dele, que usou o modelo de simulação de pesquisa geológica dos Estados Unidos, se compara com uma estimativa de 50 bilhões de barris prevista pela Agência Nacional de Petróleo.

“Começamos com uma visão cética e terminamos com números maiores”, disse Chaves em uma entrevista na universidade, na cidade do Rio de Janeiro. “Quando recebemos os primeiros resultados eu disse: ‘Algo está errado, é muito grande.’”

A Petrobras, que atualmente tem 16 bilhões de barris em reservas confirmadas, está investindo mais de US$ 200 bilhões em cinco anos na exploração dos campos do pré-sal. Esses depósitos incluem as duas maiores descobertas das Américas desde o campo Cantarell, no México, em 1976. A Royal Dutch Shell Plc, a Repsol YPF SA e a Exxon Mobil Corp. também operam blocos nessa área. A BG Group Plc e a Galp Energia SGPS SA detêm participações minoritárias nos blocos.

Chaves e o também professor da UFRJ e coautor do estudo, Cleveland Jones, descobriram que há uma chance de 10 por cento de a região possuir 206 bilhões de barris, o que é mais que os 172 bilhões de barris das reservas estimadas para a Venezuela no de 2009 segundo o Statistical Review of World Energy da BP Plc, publicado em junho do ano passado. A Venezuela é atualmente o país com maiores reservas provadas na América Latina.

Custos e desafios

A Presidente Dilma Rousseff disse, em 2009 quando ela era ministra-chefe da Casa Civil, que a área do pré-sal pode conter 100 bilhões de barris.

Os custos de os desafios tecnológicos de extrair petróleo de águas profundas podem desacelerar o desenvolvimento dessas reservas, disse Chaves. Custará trilhões de dólares para desenvolver a área toda, segundo ele.

As reservas provadas da Petrobras, ou a quantidade que pode ser extraídos com a infraestrutura atual, aumentou 7,5 por cento em 2010 para 16 bilhões de barris, disse a empresa na sexta- feira.

Com as informações – Exame

Por Rodrigo Cintra

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