Após oferta internacional, Títulos da Petrobras despencam

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A emissão recorde da Petróleo Brasileiro SA de US$ 6 bilhões em dívida levou à maior desvalorização em 10 semanas nos títulos da estatal, depois de gerar um excesso de papéis no mercado.

Os títulos em dólar da Petrobras com vencimento em 2020 perderam 2,5 pontos do valor de face, elevando o rendimento em 34 pontos-base na última semana, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Nos cinco dias anteriores à venda de US$ 6 bilhões em bônus pela General Electric Capital Corp., em 4 de janeiro, o rendimento dos títulos da empresa americana com vencimento em 2015 caiu 25 pontos-base. As duas ofertas foram as maiores no mercado americano em 11 meses.

Jeremy Brewin, que ajuda a supervisionar ativos de renda fixa de mercados emergentes na Aviva Investors em Londres, disse que vendeu títulos da Petrobras na semana passada, em antecipação à oferta internacional desta semana, a maior até hoje por uma empresa brasileira. Também prejudicam os papéis as especulações de que a estatal, sediada no Rio de Janeiro, voltará aos mercados de dívida após a emissão de ontem para financiar seu plano de investimentos de US$ 224 bilhões em cinco anos, que é o maior da indústria petrolífera global.

“Eles estarão nos mercados de capitais com bastante frequência”, disse Lon Erickson, que ajuda a supervisionar US$ 9 bilhões em ativos de renda fixa na Thornburg Investment Management Inc. em Santa Fé, no estado americano do Novo México. “Boa parte dos planos dos próximos cinco anos será paga com dinheiro gerado internamente. Isso é ótimo. Mas o tamanho do programa deles ainda deixa muito a ser financiado pelos mercados de capitais”.

Descobertas

A Petrobras vai levantar até US$ 40 bilhões em dívida líquida nos próximos cinco anos para ajudar a financiar seu plano de investimento. A empresa conta ainda com cerca de US$ 30 bilhões em caixa, disse o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, numa entrevista em 14 de janeiro.

A estatal pretende extrair e refinar petróleo de campos que ficam a cerca de sete quilômetros de profundidade, incluindo as duas maiores descobertas do continente americano desde o campo de Cantarell, no México, em 1976.

Com as informações – Gabrielle Coppola e Boris Korby / Bloomberg / Exame

Por Rodrigo Cintra

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