Falta de mão de obra qualificada custa caro à Aviação Offshore no Brasil

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O crescimento vertiginoso do setor de petróleo e gás no Brasil tem impulsionado os negócios da mineira Líder, maior empresa de transporte aéreo executivo do Brasil. Parceira da Petrobras há quase 40 anos, a companhia viu sua divisão de offshore (aquela que voa em alto mar, até as plataformas petrolíferas) crescer em ritmo acelerado desde a descoberta do pré-sal.

A área foi responsável por 40% do faturamento de 600 milhões de reais da Líder em 2010. Dona de 60% do mercado de transporte em alto mar, a empresa opera 54 helicópteros e espera dobrar o número nos próximos anos. Espera, pois a falta de pilotos qualificados pode limitar consideravelmente o crescimento.

A concorrência acirrada do mercado agrava o problema. Indústrias, bancos e outras empresas que têm helicópteros próprios nas grandes cidades têm ‘roubado’ pilotos experientes da Líder. Como a formação de um piloto capaz de voar em alto mar leva no mínimo seis anos, os executivos da Líder acham que pode haver um ‘apagão’ desses profissionais nos próximos anos, justamente quando a extração de petróleo deve começar para valer. Sem pilotos, não há como aumentar a oferta de helicópteros para as petroleiras, o que pode comprometer o deslocamento de funcionários e, em casos extremos, até a operação das plataformas.

Em busca de uma solução, a Líder está trazendo para o Brasil um simulador de voo capaz de formar pilotos habilitados a voar no sistema IFR (Instruments Flight Rules), isto é, pilotar 100% por instrumentos. Isso é imprescindível quando não há nenhuma visibilidade, situação freqüente em alto mar. Hoje só existem quatro desses simuladores em operação no mundo. O da Líder será o quinto, o primeiro na América Latina. O valor: 12 milhões de dólares. É o preço da falta de mão-de-obra qualificada no Brasil.

Com as informações – Exame

Por Rodrigo Cintra

3 COMMENTS

  1. Não é o preço da falta de mão de obra, é um investimento na qualificação Brasileira. Mesmo após formado para manter suas habilidades em dia o piloto deve fazer o simulador mais ou menos 3 vezes ao ano pela empresa, e isso gera custo. Pode ter certeza que sai muito mais caro pra Líder mandar seus pilotos para NY ou Europa para fazer o simulador lá. E mais caro ainda um acidente com um equipamento caro como um S-92 ou S-76. Parabéns pela aquisição Líder, espero um dia poder participar do seu quadro de funcionários.

  2. A explosão offshore é uma situação até então inédita no Brasil. Se faz natural que as bases de mão de obra ainda não estejão prontas. E é impresindível que atitudes como esta da Líder sejão tomadas, para a reserva de nossos empregos futuros. Parabéns Líder, Também espero um dia poder participar do seu quadro de funcionários.

  3. Olá sr(a)s estou aprocura de uma oportunidade de trabalho como avionics nas bas offshore , tenho experiência a 8 anos como avionico.Teriam alguma dica de vaga?

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