Até março, novo sistema para Ogmos de Recife e Suape

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O Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) promete pegar no pé dos clandestinos nos próximos meses. A prioridade inicial era a implantação da escala eletrônica dos funcionários avulsos dos portos do Estado. O sistema deve funcionar por completo até março nos órgãos gestores de mão de obra (Ogmos) do Recife e de Suape. O mecanismo está disponível só para os 75 conferentes de cargas cadastrados nos dois locais. Hoje, cerca de 400 pessoas precisam ir até o Ogmo Recife, no bairro de mesmo nome, para saber se vão trabalhar ou não.

Nos moldes atuais, as escalas presenciais parecem bolsas de valores ou leilões, guardadas as devidas proporções, é claro. O barulho é infernal, mas as pessoas ouvem cada palavra como se estivesse sendo dita em seus ouvidos. Interrompem a conversa ao ouvir o número de cadastro, mas não se perdem no papo. Em meio à aparente bagunça, tudo dá certo e, de tanto passarem pelo processo, os funcionários sabem, mais ou menos, quem será escalado. Com a mudança, eles receberão a pauta por celular ou poderão fazer a verificação pela internet. O Ogmo Recife já dispõe de computadores para isso.

Passando a vista nos contracheques de alguns trabalhadores, podem até aparecer candidatos a uma das funções. Na alta estação, no fim do ano, o salário médio varia de R$ 1.299 a R$ 5.139 por mês, dependendo da atividade. “No fim do ano, tem a safra de açúcar, que utiliza muita mão de obra”, explica a gerente de Operação do Ogmo Recife, Gleyce da Silva Bezerra. Para se cadastrar em um dos órgãos gestores, é preciso passar por seleção, lançada apenas quando necessário. A última foi em 2008 e não há data para a próxima.

Mas nem sempre os ventos sopram a favor. Henrique Alexandre chegava a tirar R$ 2,5 mil como arrumador, mas o valor caía para até R$ 300 no inverno. Incerteza que o fez abraçar um emprego fixo no terminal de conteineres de Suape para ganhar menos de R$ 1 mil.

Fonte: Folha de Pernambuco (PE)

Por Marcus Lotfi

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