Porto-café na pista de pouso

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Uma centena de anos nos afasta daquela época do primeiro grande ciclo de desenvolvimento da Baixada Santista. Era o período entre 1872 e 1913, quando a força do binômio porto-café impulsionou o crescimento da cidade portuária, causando a expansão territorial e demográfica.

O núcleo urbano não mais cabia no conceito de pequena vila. Tanto que desde 26 de janeiro de 1839 já havia sido elevado à categoria de “cidade”. Naquele ano, a Assembleia Provincial (que hoje equivale a Assembleia Legislativa Estadual) resolveu aprovar uma Lei que elevou a Vila de Santos à condição de Cidade, assinada por Venâncio José Lisboa, presidente da Assembleia.

Em Santos, nesta data, ocorre um fato curioso, que desagrada alguns pesquisadores mais legalistas. Digamos que adotamos aqui uma conveniência: comemoramos dois aniversários num dia só – o dia do aniversário da cidade e o dia da fundação da vila por Braz Cubas.

“O Dr. Venâncio José Lisboa, presidente da Província de São Paulo […] Faço saber a todos os seu habitantes que a Assembleia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei, a lei seguinte:

Artigo único – Fica elevada à categoria de Cidade de Santos, a Villa do mesmo nome, pátria do conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, revogadas para isso as disposições em contrário. Mando, portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nella se contém. O Secretário desta Província a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Governo de São Paulo, aos 26 dias do mês de janeiro de 1.839. (a) Venâncio José Lisboa”. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santos#cite_ref-19)

Ainda nas primeiras décadas do século XX, a região de Santos chegou a ser cogitada para receber um aeroporto internacional. O deputado Lincoln Feliciano apresentou em 1947 um projeto (número 138) na Assembléia Legislativa de São Paulo, para que fosse estudada e autorizada a construção de um aeroporto internacional no Campo da Aviação (na atual Praia Grande), mediante um crédito de Cr$ 15 milhões. Dois anos depois, um projeto semelhante foi apresentado na Câmara Federal pelo deputado Antônio Feliciano. Justificando a obra, alegou o deputado federal que “Santos é a segunda cidade do Estado de São Paulo e, como porto, é um dos mais importantes da América do Sul. Reclama de há muito a construção de um aeroporto à altura de seu progresso”.

Aeródromo da Baixada Santista

Para onde foi o grande projeto do aeroporto internacional? Não chegou a sair do papel, e décadas depois ainda há dificuldades até para a instalação de um aeroporto metropolitano na Baixada Santista.

Clipping direto – PortoGente

Por Marcus Lotfi

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