Rumores – Petrobras quer reduzir índice de itens e serviços nacionais

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A Petrobras quer reduzir de 65% para 35% a meta de utilização de itens e serviços nacionais na exploração das novas reservas do pré-sal. A informação é do Jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira (24). Segundo a reportagem, estatal já pediu ao governo para rever as chamadas metas de nacionalização. A incapacidade da indústria brasileira de atender a demanda por equipamentos e os preços 30% mais altos no país teriam levado a estatal a tomar essa decisão.

Por e-mail, a Petrobras informou que medidas de incentivo à indústria nacional estão sendo intensificadas, mas confirmou que há o problema de prazo na exploração da cessão onerosa com equipamentos nacionais. A empresa afirma, no entanto, que não há negociação para reduzir os índices e diz que não há atraso no cumprimento das metas no que diz respeito ao conteúdo nacional.

A estatal precisa extrair cinco milhões de barris para pagar ao governo pela sua capitalização até 2014. Segundo a empresa, não há como fabricar sondas no país durante o período. O Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou também que os preços praticados no mercado interno são um problema – cerca de 30% mais altos. Isso fez com que a estatal já encomendasse no exterior parte das 28 sondas que vai utilizar.

O pedido de redução da participação local se restringe às áreas do pré-sal cujos contratos ainda não foram firmados e não afeta os acordos já feitos, mas o Ministério de Minas e Energia agora estuda a flexibilização da regra. A possível redução de espaço das empresas nacionais na exploração do pré-sal já causa desconfortos.

Em entrevista ao jornal, o Presidente da Associação da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, disse que é estranho que a Petrobras tenha essa postura, já que o fortalecimento da indústria nacional foi bandeira do Governo Lula e é defendido por Dilma. “Provavelmente a Petrobras quer se beneficiar de um câmbio favorável e comprar no exterior. Mas não acredito que o governo apóie isso.”

Com as informações – Exame

Comentário do Colunista – Enquanto não houver um investimento de verdade em Educação e Pesquisa em nosso país, vamos sempre andar na “corda bamba”. Além disso, há que se subsidiar a tecnologia nacional, do contrário estaremos fadados a uma eterna dependência externa para uma série de produtos e serviços. Deixando o fato do “câmbio favorável” de lado, vejo isso como um grande Atestado de Incompetência ao Brasil, que não se estrutura para suportar o crescimento e este atestado não foi assinado pela Peroba não… Foi assinado pelo próprio Governo.

Vamo que vamo…

Por Rodrigo Cintra

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