E lá vai o frete subindo novamente…

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Com as transportadoras competindo para manter o ritmo mesmo com a demanda elevada e um volume limitado de tonelagem disponível, as taxas de frete para porta-contêineres têm apresentado crescimento. A demanda de carga aumentou 12% em 2010, superando a alta de 8,5% na capacidade no mesmo período, de acordo com a corretora Clarkson. O resultado se deu pela rápida recuperação do trade global ante a recessão econômica.

As operadores estão incrementando suas capacidades com navios afretados mesmo com valores de frete spot mais baixos nas rotas Ásia-Europa e Transpacífica, minando os esforços do mercado para impor sobretaxas gerais no início do ano. A expectativa é de que as companhias de transporte marítimo se beneficiem em 2011, pois a lacuna entre demanda e oferta deve diminuir com os estaleiros acelerando a entrega de novas embarcações.

A perspectiva positiva elevou as taxas de frete para todas as classes de navios, como um reflexo do crescimento na demanda de cargas nas rotas globais. O frete de uma unidade de 3.500 Teus (medida equivalente a um recipiente de 20 pés) sub-panamax sem equipamentos custa atualmente US$ 14,500 por dia, em comparação a um valor médio de US$ 13,250 em 2010 e US$ 6,575 em 2009, de acordo com a Clarkson.

Já uma unidade de 4.250 Teus chega a custar mais de US$ 23,000 por dia sob um contrato de dois anos, contra US$ 22,555 registrados no início do ano, de acordo com a Hamburg Shipbrokers Association. O índice da associação para valores de afretamento para cinco classes de embarcações – de 1.100 Teus para 4.250 Teus – caiu para 548 ao fim de novembro de 2010, ante alta de 601 em outubro. Atualmente, o número recuperou-se para 578.

Os armadores, que sofreram grandes perdas relativas aos navios afretados no período da crise, têm limitado a duração dos contratos iniciais com a esperança de que as taxas continuem a crescer, uma vez que as operadoras buscarão por tonelagem antes do período de alta temporada. Algumas companhias, como a MSC, estão adiando a aquisição de novos navios, pois esperam pelo arrefecimento das taxas com a entrada de novas unidades no mercado.

Com as informações – Guia Marítimo

Por Rodrigo Cintra

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