Investimento na reconstrução do Porto de Angra será de 700 milhões

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O porto de Angra dos Reis, na Costa Verde Fluminense, vai ser reconstruído e ganhar uma fábrica de equipamentos para plataformas de petróleo e um deckmating, uma espécie de estaleiro para montagem de navios. A Technip, que já administra o porto para carga e descarga, vai gastar R$ 700 milhões no projeto. Esse investimento vai gerar 2.000 mil empregos diretor e 6.000 mil indiretos.

De acordo com a empresa, R$ 300 milhões vão ser usados na construção de uma fábrica de tubos flexíveis de 3.000 metros para plataformas de petróleo (dutos que transportam o óleo do fundo do mar para dentro dos petroleiros). Essa fábrica deve estar pronta até 2014. O restante do investimento, R$ 400 milhões, vai ser usado na ampliação do porto. O início das obras está previsto para começar entre agosto e setembro deste ano.

O presidente do grupo francês Thierry Pilenko ressalta o alto nível de tecnologia empregada no projeto.

– Teremos o melhor padrão ambiental. Teremos a melhor fábrica de tubos flexíveis do mundo. O mais importante é que teremos tecnologia com conteúdo, desenvolvida pelos próprios brasileiros. Já investimos no Espírito Santo, agora queremos investir no Rio.

A assessoria da Technip informou que todos os investimentos serão feito em três fases. Até 2013 será derrubado o antigo porto para começar a reconstrução e ampliação da área. No ano seguinte, em 2014, está prevista a inauguração da fábrica e o treinamento da mão-de-obra. E em 2015 vai ser construído o deckmating.

Em relação à segurança para permitir que um projeto dessa proporção seja dirigido por uma empresa estrangeira, o governador Sérgio Cabral lembrou que a Technip tem um faturamento anual de 65 bilhões de euros.

– É uma empresa muito forte e com recursos. Vivemos um momento extraordinário de investimentos, principalmente na área do petróleo. O Rio de Janeiro é a capital do pré-sal. Somos o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto), a terceira maior população e o terceiro menor Estado. É uma pena que nossa escola não seja mais elástica.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, afirmou que nenhum outro incentivo tributário além dos que já existem foi dado para a empresa.

Fonte: R7

Por Marcus Lotfi

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