Shell oferece um troco e Noble se manda do Golfo

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A Noble Corp, segunda maior empresa de perfuração offshore do mundo, está deslocando uma de suas plataformas do Golfo do México para o Brasil e disse que ainda pode mover mais unidades.

A empresa tem uma Carta de Intenções assinada com a Shell para um contrato com a Noble Clyde Boudreaux em nosso país por um ano, com a diária de US$ 290 mil, começando em Abril, segundo Roger Hunt, Vice Presidente Sênior de Marketing e Contratos da Noble.

“Esperamos ver mais unidades deixando o Golfo do México, o que pode causar um impacto bem amplo no Mercado de Perfuração em Água Profundas. No entanto, este segmento, em termos mundias, continua relativamente estável.”

As preocupações com a baixa diária para uma sonda como a Boudreaux derrubou as ações da Noble em 1,5 %, trazendo as da Diamond, de carona que entrou literalmente de “gaiato”, uma vez que quase metade de suas 32 sondas de águas profundas em contratos no Brasil, com uma queda de 2,7%.

As empresas anunciaram diversos planos para construção de plataformas para águas profundas, conforme já divulgamos aqui no Portal Marítimo, prevendo uma explosão da atividade nos próximos anos, mas não negam que terão que passar por um ano de 2011 recheado de dificuldades.

A Clyde Boudreaux estava em stand-by, com um pré-contratro assinado com a Noble Energy, que optou por não estendê-lo. O contrato previa uma diária de US$ 397 mil assim que a plataforma começasse a operar.

Mesmo tendo divulgado lucros acima do esperado, as ações da Noble despencaram para US$ 37,30, puxadas pela baixa diária da Boudreaux, uma vez que sondas deste tipo costumam ter diárias entre US$ 350 mil a 400 mil.

O CEO da Noble, David Williams, disse que deixou bem claro ao Mercado que a Noble queria sair do Golfo do México, quando questionado sobre o valor da diária, declaração que não convenceu muito os investidores.

Nessa brincadeira, que se deu bem foi a Shell…

Por Rodrigo Cintra

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