Maersk e várias empresas suspendem operações no Egito

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O grupo francês Lafarge anunciou hoje o encerramento temporário de uma cimenteira no país, com uma capacidade de 10 milhões de toneladas. No domingo, a cimenteira francesa já tinha decidido retirar do Egito alguns funcionários expatriados e as respectivas famílias, num total de cerca de cem pessoas. A Lafarge instalou no Cairo um pólo regional para lidar com o mercado africano e do Oriente Médio.

“Suspendemos a produção da nossa cimenteira a cerca de 200 Km do Cairo, devido à situação no país”, disse um porta-voz do maior grupo mundial de produção de cimento à France Press.

“As atividades poderão recomeçar assim que a situação seja normalizada, uma vez que o dispositivo continua operacional e que os gestores da unidade mantêm-se no local”, acrescentou a mesma fonte.

Também o grupo de transportes dinamarquês Maersk decidiu hoje suspender as atividades no Egito, mas garantiu que os seus navios vão continuar a utilizar a rota do canal do Suez.

“Fechamos hoje os nossos escritórios e o nosso terminal de contêineres. Na terça-feira vamos voltar a avaliar a situação para determinar se os podemos reabrir ou se temos que mantê-los fechados”, disse Michael Christian Storgaard, porta-voz do grupo, citado pela France Press.

A Maersk emprega cerca de sete mil pessoas no Egito e tem atividades empresariais que incluem o Terminal de Contêineres do Canal do Suez, uma parceria de 50% num grupo de exploração petrolífero e empresas de logística de transportes marítimos.

A revolta no Egito começou em 25 de Janeiro e já causou 125 mortos e milhares de feridos, continuando os protestos de elevada dimensão nas principais cidades do país. Os protestos estão afetando a economia do país, com o Banco Central anunciando hoje o encerramento, na terça-feira, dos bancos e a bolsa, sendo este o terceiro dia consecutivo de suspensão de trabalhos.

O banco central disse ainda que as instituições não vão abrir até que estejam garantidas as condições de segurança suficientes. Na última quinta-feira, quando decorreu a última sessão da bolsa egípcia, o EGX30, o principal índice do mercado caiu 10,5%.

Fonte: Econômico (Portugal)

Por Marcus Lotfi

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