Petróleo dispara pela segunda vez em função das tensões no Egito

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Os preços do petróleo registraram uma nova alta nesta segunda-feira, e a revolta popular no Egito contribuiu para levar o barril aos níveis mais altos em dois anos em Nova York, superando os 92 dólares, ao mesmo tempo em que, em Londres, o Brent superou os 100 dólares.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate (“light sweet crude”) para entrega em março fechou em 92,19 dólares, em alta de 2,85 dólares (+3,19%), após alcançar 92,84 dólares, o nível mais alto desde outubro de 2008.

Em Londres, o barril do Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento superou a barreira dos 100 dólares, valor alcançado pela última vez também na mesma época.

“Além disso, as especulações se multiplicam sobre se o canal de Suez poderá manter o fluxo de tráfego”, explicou John Kilduff, da Again Capital.

Pequeno produtor de petróleo, o Egito ocupa, no entanto, uma posição chave no tráfego do óleo.

“Cerca de um milhão de barris diários transitam pelo canal de Suez, provenientes da região do Golfo em direção ao Mediterrâneo. Além disso, um oleoduto (o Sumed) transporta 1,1 milhão de barris diários de petróleo”, explicaram analistas do Commerzbank.

Já os temores de que os distúrbios se propaguem a outros países produtores mais importantes persistem, ressaltou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

O Egito segue o caminho da Tunísia e ocorreram manifestações em outros países da região, como Argélia, que é um exportador de petróleo.

“O mercado se interroga sobre as novas lideranças. Se serão realmente antiocidentais ou anti-israelenses, e se o prêmio político (sobre os preços) focará inflado durante um bom momento”, advertiu John Kilduff.

Fonte: AFP

Por Marcus Lotfi

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