Em Rio Grande, IBAMA prende embarcação que pescava por arrasto

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Durante operação de fiscalização conjunta com outros dois órgãos federais e um estadual, no estuário da Lagoa dos Patos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) flagrou, no último domingo, uma embarcação de São José do Norte fazendo captura de camarão com rede de arrasto, cujo uso é proibido, na ponta da Ilha da Torotama, em Rio Grande.

O responsável pelo barco tentou descaracterizar a infração, jogando os petrechos na água, mas o Ibama recuperou o material. A embarcação estava com 60 quilos de camarão, também apreendidos. A carga foi doada pelo Ibama ao Programa Mesa Brasil, do Sesc.

Conforme o Agente Ambiental Federal Heitor Peretti, do Ibama, o responsável pela embarcação foi multado em R$ 21,2 mil por pescar com petrecho proibido e mais R$ 10 mil por dificultar a fiscalização. O homem é um pescador aposentado de São José do Norte que não tem mais licença para pesca. Também não tem habilitação para conduzir o barco. Peretti disse que, além dessas irregularidades, a embarcação foi modificada para arrastar uma rede maior e melhorar a eficácia do petrecho. A Capitania dos Portos lacrou a embarcação devido à falta de material de salvatagem e de habilitação para navegar.

A operação de fiscalização da captura de camarão começou há uma semana e terá continuidade. Envolve o Ibama, a Furg, a Capitania dos Portos e o 2º Pelotão Ambiental da Brigada Militar, com sede em Rio Grande. Os agentes do Ibama sobrevoam o estuário com um helicóptero, identificam a embarcação em ato de infração e comunicam ao Pelotão Ambiental, que faz a interceptação do barco infrator e o conduz até o trapiche do Museu Oceanográfico da Furg, que é a base da operação. A Capitania dos Portos faz a fiscalização relativa à legislação marítima.

Indústrias

Paralelamente, o Ibama também está realizando a Operação Três Milhas, que consiste na fiscalização do litoral do Rio Grande do Sul, onde a prática do arrasto é proibida. E nos períodos em que os agentes não estão trabalhando com o helicóptero, é feita fiscalização nas indústrias de pesca com relação ao Cadastro Técnico Federal e ao Registro Geral de Pesca.

Inicialmente, as verificações que estão ocorrendo objetivam a notificação das indústrias para que se regularizem. Posteriormente, serão feitas autuações e as que não estiveram regularizadas poderão ter bens – veículos e pescados – apreendidos e as instalações interditadas.

Com as informações – Carmem Ziebell / Jornal Agora

Por Rodrigo Cintra

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