Game Over – Petrobras desiste da Galp

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A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal o fracasso das negociações para comprar 33,3% que a italiana ENI tem na portuguesa Galp Energia.

O regulador da bolsa de Lisboa decidiu suspender provisoriamente a cotação da Galp, cujas ações registravam ligeira queda, diante dos rumores de ruptura das negociações entre a brasileira e a italiana.

Na nota à CMVM, a Petrobras informou que decidiu finalizar as conversas com a ENI sem que tenha concluído aquisição alguma da participação na Galp.

O fim das negociações era considerado certo pela imprensa portuguesa e a CMVM pediu explicações formais à Petrobras na semana passada.

A ENI e o grupo industrial português Amorim Energia são os principais acionistas da Galp, com 33,3% de participação cada; o Estado português tem diretamente 7% de capital e outro 1% mediante a Caixa Geral de Depósitos, maior banco do país; e outros 25,3% dos títulos da petrolífera estão disseminados no mercado.

A Galp é, além disso, uma das companhias cuja participação estatal o Governo português quer vender, afetado pela grave crise econômica que atinge o país e pelo elevado déficit fiscal.

A petrolífera portuguesa tem acordos de exploração de hidrocarbonetos com a Petrobras, a venezuelana PDVSA, a argelina Sonatrach e a angolana Sonangol, e conta em Portugal e na Espanha com uma das maiores redes de postos de gasolina da Península Ibérica.

A imprensa portuguesa informou que a Sonangol tinha interesse em adquirir o capital estatal da Galp, mas as duas empresas mantiveram silêncio sobre o assunto.

O Ministro de Economia de Portugal, José Antonio Vieira da Silva, negou na semana passada que seu Governo tenha recebido um pedido do Executivo angolano para falar da entrada da Sonangol na petrolífera portuguesa.

A Galp já mantém estreita relação com a Petrobras na prospecção de petróleo no campo de Tupi e assinou acordos para comercializar na Europa os biocombustíveis que a brasileira quer produzir nos próximos anos.

Por sua vez, a Sonangol, como outras entidades do país africano, já tem interesses em Lisboa e conta com uma participação superior a 10% no Banco Comercial Português (BCP), terceira entidade financeira do país.

Com as informações – EFE

Por Rodrigo Cintra

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