Petrobras não se pronuncia sobre incidente na Refinarria Abreu e

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A Petrobras não se pronunciou até o momento sobre o incidente nas obras do Consórcio Conest, que paralisou a construção do chamado “coração” da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) há 14 dias. Comandado pelas construtoras Odebrecht e OAS, o consórcio detém um dos maiores contratos na lista dos 13 assinados pela estatal para o empreendimento.

O questionamento que se faz é se os intervalos na obra vão postergar mais uma vez o cronograma de conclusão da Rnest, que tinha previsão de refinar seu primeiro barril de petróleo no primeiro trimestre de 2013.

Dona do empreendimento de R$ 26,7 bilhões, a Petrobras tem adotado a postura de não responder aos questionamentos da imprensa. As negativas vão desde assuntos como o programa de qualificação profissional (Prominp), passando por especificações técnicas da obra, até o violento conflito que resultou em um trabalhador baleado, em frente ao canteiro de obras da refinaria. Por meio de sua assessoria de imprensa regional, a empresa se limitou a dizer que o relacionamento com os funcionários é de responsabilidade dos consórcios.

Apesar de não responder publicamente, as informações são de que a Petrobras tem intensificado a fiscalização na obra e que as empreiteiras precisam alcançar notas medindo o desempenho em várias exigências, entre elas a mão de obra. O contrato do Conest com a Abreu e Lima está estimado em cerca de R$ 4,5 milhões para erguer duas unidades de hidrotratamento de diesel, duas unidades de tratamento de nafta de coque e duas unidades de geração de hidrogênio (veja quadro acima para entender o que faz cada uma).

Segundo o Conest, já foi concluído o estaqueamento e iniciadas as obras de algumas unidades do empreendimento. O diretor de contrato do Conest, Antenor de Castro, diz que o contrato com a Petrobras foi assinado em fevereiro de 2010, mas que as obras só começaram efetivamente entre abril e maio. O prazo de execução é de 40 meses, com a inauguração devendo ocorrer em 2013.

A Refinaria Abreu e Lima terá capacidade para refinar 230 mil barris de petróleo por dia. Pelo menos 70% do óleo cru será transformado em diesel para abastecer, principalmente, o mercado do Nordeste, que hoje depende de importações para ser suprido. O número de funcionários nas obras está na casa dos 18 mil e deve atingir o pico de 28 mil entre o final deste ano e o início de 2012, quando deve ser iniciado os testes dos equipamentos para começar a produção industrial no início do ano seguinte.

Com as informações – Jornal do Commercio

Por Rodrigo Cintra

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