Rapidinhas gigantes da madrugada

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Hoje é domingo, não vou encher lingüiça. As Rapidinhas hoje estão maiores, porque a gente sabe que você quer dormir, mas o Portal não deixa. Assim, dá uma lida aí e vai dormir, pois domingão é somente mais um dia para quem está no mar. Ah, prá variar quebrou barca no Rio, mas isso já faz parte do cotidiano do carioca e depois eu vou falar a respeito. Quem tá a bordo não pode parar, senão o mundo pára. Vamo que vamo!

Japas pescarão de verde e amarelo – Em visita ao Rio Grande do Norte no mês de janeiro a Ministra da Pesca e Aqüicultura, Ideli Salvatti, conheceu a potência e tecnologia de um dos 16 barcos japoneses arrendados sob autorização do Governo Federal. A seleção das empresas brasileiras para a realização do arrendamento foi feita por meio de uma concorrência pública publicada no Diário Oficial da União em agosto de 2010. O processo segue o que regulamenta os decretos número 4.810, de 19 de agosto de 2003, e número 6.772 de 18 de fevereiro de 2009. A possibilidade de entrada no Brasil de barcos de pesca estrangeiros foi permitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura para que o país efetivamente ocupe o Oceano Atlântico pela pesca de atum, peixe cujo potencial permite um aumento das capturas nacionais de forma sustentável. Atualmente a pesca de atuns no Atlântico é definida pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT) que, com a participação de mais de 50 países membros, regula essas pescarias. Se o Brasil não pescar, explica o Secretário de Monitoramento e Controle do MPA, Eloy de Sousa Araújo, poderá sofrer futuras restrições na ICCAT, inclusive possíveis imposições para que países venham a pescar o atum que passa em águas sob jurisdição nacional.

Chevron tira onda na reinjeção – Pioneira no Brasil na adoção da reinjeção, nos próprios poços, a Chevron Brasil tem um aproveitamento de 100% da água produzida e 100% da água utilizada no processamento de petróleo em seu campo Frade, na bacia de Campos. Esse procedimento elimina o descarte, diretamente no mar, da água utilizada no tratamento do óleo. Em 2010, cerca de 4,5 milhões de  barris de água  foram reinjetados nos poços dedicados à reinjeção de água. Deste volume, 1,6 milhão de barris são provenientes do processo de tratamento do óleo e o restante é a própria água do mar utilizada para manter a pressão nos reservatórios. O sistema do FPSO Frade utiliza equipamentos básicos como hidrociclones e células flotadoras de óleo, formando uma planta que tem capacidade para tratar 130 mil barris de água produzida por dia e de injetar até 150 mil barris de água diariamente. A produção de água é um processo que está diretamente relacionado à produção de óleo nos campos de petróleo e sua reinjeção nos reservatórios também contribui para que a pressão nos poços seja mantida. Em média, a recuperação primária  (ou seja, sem injeção de água ou outro fluido) é da ordem de 15% de todo o óleo existente no reservatório. Já com injeção de água, este fator de recuperação dobra para aproximadamente 30%. “Reinjetar 100% da água é uma prática muitas vezes desafiadora, mas a Chevron está comprometida em fazer a coisa certa para o meio ambiente”, afirma George Buck, presidente da Chevron Brasil.

Sinopec muda a cara da Repsol – Esta semana, os funcionários da Repsol Sinopec Brasil encontraram um ambiente diferente no escritório. É que, com a entrada da Sinopec, a identidade visual da empresa mudou. A ampliação de capital finalizada em dezembro do ano passado garantiu um aporte de US$ 7,1 bilhões, dando lugar a uma das maiores companhias energéticas da América Latina, com valor de US$ 17,8 bilhões. O montante irá financiar os investimentos previstos para o desenvolvimento total de ativos da empresa no Brasil. Diga-se de passagem, a Repsol Sinopec Brasil é a empresa estrangeira que mais investe em exploração e produção no país. O acordo selado entre a Repsol e a Sinopec mostra o grande interesse internacional pela atividade de exploração e produção no pré-sal de Santos, liderada por Petrobras e onde a Repsol Brasil ocupa um lugar relevante pela qualidade de seus ativos na área. Ambas as empresas continuarão com seus planos de expansão no Brasil e participarão, conjunta ou separadamente, em futuras rodadas de licitação no país.

Por Rodrigo Cintra

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