Bram Offshore divulga melhorias para seus funcionários

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O Senhor Sergio Bacci, Diretor Executivo da Bram Offshore, nosso leitor assíduo e admirador de nosso trabalho, enviou-nos esta mensagem hoje, que diivulgamos agora. Assim com a Norskan, a Bram Offshore saiu na frente e resolveu rever salários e benefícios para os marítimos.

Leiam o texto abaixo:

Prezados Funcionários

Como está existindo uma certa intransigência por parte do sindicato nas negociações com a ABEAM, a empresa decidiu que no próximo pagamento de salário (fevereiro 2011) efetuará o pagamento da diferença de 2,14%  retroativo a fevereiro de 2010 aos nossos oficiais, sendo que já havíamos reajustado 4,36% em fevereiro de 2010. Com isso o índice total de de reajuste em 2010 será de 6,5%. Esse índice foi o mesmo pago à Guarnição.

E como prova de interesse da empresa em solucionar o quanto antes essa situação, pagaremos agora em fevereiro também o INPC acumulado de 2010 que é de 6,53% + 1,5% de aumento real, totalizando um aumento de 8,03%, a todos nossos Oficiais e Guarnição.

Essa medida visa proporcionar um pagamento justo aos nossos colaboradores e um salário digno para a categoria.

Lembramos que o índice de reajuste, assim como nos anos anteriores, será extensivo à ajuda locomoção e vale alimentação (este, inclusive, sendo pago retroativamente).

Esperamos em breve estar apresentando novas conquistas em termos de benefícios e tão logo isso ocorra, deixaremos cientes todos os funcionários, que tanto têm contribuído para o crescimento contínuo de nossa empresa.

Qualquer dúvida, não hesitem em nos questionar.

Luiz Henrique Oliveira

Coordenador de Folha de Pagamento

Os e mails dos senhores Luiz Oliveira e Sergio Bacci são, respectivamente:

luiz.oliveira@chouest.com

sergio.bacci@chouest.com

Comentário do Colunista: A Bram se adiantou às demais empresas e deu um importante passo para a valorização de seus profissionais e retenção de sua especializadíssima mão de obra, ignorando os polêmicos sindicatos marítimos, sempre envolvidos em situações questionáveis sob todos os aspectos. A empresa está de parabéns.

Por Rodrigo Cintra

9 COMENTÁRIOS

  1. O pagamento retroativo será apenas para o VA, sem cobrir a locomoção, ou houve um engano na redação?
    Parabéns. Embora o passo seja tímido, é um passo à frente, sendo importante formalizar via Sindmar, para reabrir as conversas. Quanto à intransigência apontada, seria adequado listar os fatos para conhecimento (e providências) dos oficiais, do contrário serão juízos de valor que não agregarão nada positivo a um relacionamento que precisa ser melhorado.
    Nota ao colunista: “polêmicos sindicatos… sempre envolvidos em situações questionáveis”, da mesma forma, a avaliação é inoportuna e não soma nada de positivo à questão.

    • Cabe aos sindicatos procurar a proximidade com seus associados, e não é o que acontece.
      Medidas unilaterais como é o caso da Contribuição Assistencial só forçam cada vez mais o distanciamento entre as entidades e seus representados.
      André, o comentário é inoportuno, SEGUNDO A SUA OPINIÃO. Segundo a opinião de muitos, definitivamente não é.
      Eu acho os sindicatos marítimos uma grande bagunça, desunidos, cada um seguindo em um rumo.
      O Sindmar em especial, que deveria me representar, vai perdendo terreno, apesar de querer se mostrar forte perante a mídia e principalmente perante os recém formados.
      Eu acho questionável coisas como:
      – Contribuição Assistencial compulsória (mensal).
      – Chás de cadeira aguardando a boa vontade de Diretores.
      – Sindicato encaminhando profissionais para empresas com práticas péssimas e que, apesar de terem ACT assinado, desrespeitam-no “de cabo a rabo”.
      – No caso mais específico do Sindmar, um CSA onde o profissional, mesmo associado, para ter acesso aos cursos, tem que desembolsar quantias relativamente vultuosas.
      Entenda, caro colega, que, apesar de não ter pretensão política alguma, sou marítimo, tenho meus questionamentos, todos sem respostas, todos feitos DIRETAMENTE a diretores sindicais. Eu deveria ser bem representado, mas sinto-me literalmente abandonado no offshore. Apesar disso, serei sincero: prefiro que assim seja, pois a empresa onde trabalho sabe valorizar cada um dentro do merecimento pessoal, enquanto o sindicato quer pegar todos nós, colocar num mesmo saco, muitas vezes impedindo profissionais de pleitearem algo mais junto às empresas. A Meritocracia nunca foi incentivada em nosso meio e isso, com tempo, vai culminar com o nivelamento de nossa classe por baixo.
      Respeito as pessoas que ali estão, ser sindicalista exige bastante da pessoa, como respeito qualquer colega de profissão, mas questiono a Direção, a função de Diretor está banalizada e, na minha opinião, virou uma grande Confraria.
      Por diversas vezes encontro com os mesmos em eventos e sempre exponho meus questionamentos.
      Trabalhei na Subsea 7, possuíamos ACT ABEAM, que determinava o mínimo, e a empresa sempre pagou uma série de benefícios além do ACT, nunca se negou, sequer atrasou. Não sou nem um pouco adepto ou simpatizante deste estilo de sindicalismo que prega uma luta de classes, uma coisa marxista, onde patrão e empregado estão em pólos diferentes.
      O que eu vejo é que se a ótima realidade dos profissionais que estão em plataformas hoje por parte da maioria das empresas (nunca esquecendo que ainda há problemas sérios, principalmente ligados aos expatriados), em termos de valorização, treinamento, qualificação e reconhecimento, é desconhecida pelos sindicatos marítimos, que nunca obtiveram êxito em negociação alguma com as mesmas.
      A heterogeneidade de nossa Marinha Mercante é uma das características mais marcantes da mesma e por isso respeito sua opinião, apesar de discordar diametralmente.
      Sinta-se à vontade para participar desse espaço. Questionamentos com o seu e discordâncias dentro de um abiente de respeito mútuo, só vêm a somar para a questão como um todo.
      Obrigado por participar.

  2. Rodrigo,

    A contribuição assistencial não foi invenção do Sindmar, é uma injustiça apontar isso, ela vem sendo usada por muitos sindicatos do Brasil, e é muito querida da nossa República Sindical. Com ela, os incautos não sindicalizados que não se manifestam contra o desconto no prazo exíguo fixado nos ACTs são descontados e passam a contribuir para uma associação da qual não são sócios. É o sonho de muito sindicalista ter muita gente pagando e poucos votando. O feio é que que essa cláusula é aprovada pelas empresas como moeda de troca para fechar os acordos. Empresas lavam as mãos e sindicalistas as esfregam, ansiosos.

    Tratar questões domésticas de sindicato dentro de uma discussão sobre relacionamento com empresa polui a negociação. Penso que o foro apropriado para isso é outro, a menos que sua intenção seja de fato alimentar dissensão publicamente. Não acredito que seja, mas se for, respeitarei sua posição.

    Nesse ínterim, como pode ver, perde-se o foco e a questão de interesse imediato que coloquei, sobre o que será pago retroativamente, permanece sem resposta, agora diluída na discussão secundária deste tópico.

    • André

      A Contribuição Assistencial foi apoiada por todos os sindicatos, excluindo-se uns pouquíssimos. Nosso Ilustre Paulo Paim foi o Pai da Criança em Brasília.
      Eu poderia simplesmente não aprovar seu comentário, justamente para evitar a discussão secundária, mas por respeito a sua opinião, permiti-me a réplica a suas colocações. Acho estranho você ver a contribuição como “moeda de troca”, uma vez que, caso não seja descontado, a empresa pode ser acionada na Justiça.
      Entenda que a discussão secundária foi iniciada por você. Eu apenas dei minha opinião como marítimo que sou, na matéria que escrevi.
      Diversos colunistas em diversos meios de comunicação dão suas opiniões a respeito do que publicam e comigo não será diferente, caro colega. Tenha certeza disso.
      Faço deste meu último comentário a respeito disso e deixarei o espaço para a empresa se pronunciar.
      Aliás, foi deixado o e mail para que os interessados consultem diretamente a empresa.
      Lembre-se que minha tréplica existiu por um simples motivo: respeito a você. Você veio aqui e expôs sua opinião. Vou entender isso comoa atitude de alguém que queria expôr sua opinião, e não como alguém que quer usar um espaço como este para causar um embate de idéias que, apesar de saudável, vai terminar como uma discussão sobre o sexo dos Anjos, pois temos pontos de vista diametralmente diferentes.
      Por outro lado, deixo claro que as regras deste fórum são determinadas por sua Administração e temos TOTAL RESPONSABILIDADE para com o que escrevemos. Sempre.
      Sinta-se a vontade para contactar-me, caso seja de seu interesse. Meu e mail está disponibilizado no site.

  3. Caros companheiros vou ser sucinto no meu comentário nossos sindicatos (dos marítimos) são iguais a “mulheres da vida” estão do lado do vil metal.É impressionante como estamos precariamente representados…

  4. Caro Colega Rodrigo Cintra,

    Tô de total apoio aos seus Comentários, mas gostaria de acrescentrar que acho importante ter um Sindicato que represente a nossa Classe Profissional, mas apesar de ter sido por muitos anos mais um Doador de Mensalidade para o SINDIMAR, hoje parei de ser Cotista em virtude de várias razões que a Maioria dos Marítimos deveriam se perguntar o Porquê?
    Porquê a Diretoria do SINDIMAR não se Renova?
    Porquê a Mensalidade no Brasil é muitíssima alta?
    Porquê se paga pelo Curso de DP no CSA?
    E outros Porquês?
    Enfim se a Categoria se unissem, poderiam dar um Basta nesta situação, bastaria não pagar a Mensalidade Compulsória e exigir que seja feita uma nova Eleição para o SINDIMAR e que no seu Estatuto fosse eliminado a Palavra Reeleição, que é o mal maior de toda a Democracia. É pela Reeeição que se cria os meios para se propiciar os Vícios e a Famosa Corrupção endêmica Brasileira.
    Embarquei no ano passado com um Captain Europeu, que me falou que o valor pago ao Sindicato deles era de 15 Euros ou 35,00 Reais. E que na sua velhice eles teriam suporte em vários Abrigo de Idosos mantidos pela
    Federação, caso queira ir par o Abrigo. Além de outras Coberturas…
    Então eu proporia que se fosse descontado para todos os Oficiais um valor
    fixo mensal no valor máximo de 50,00 Reais e que seria reajustada de acordo com um índice por todos aceitos. Um valor que não pesaria no Bolso de nenhum Marítimo e que daria para manter toda a Estrura Sindical.
    Além do Aporte que o governo dar, tirando de Nós um Dia de Trabalho e doando para todas Estas Federações, Sindicatos e Etc.
    Aí sim, este nova Diretoria escolhida pela Maioria dos Oficiais Marítimos e Eletricistas, teria a nossa Cara e trataria melhor os Associados que deles um dia possa Precisar…

    Silvio Mourão/Captain

  5. O Sindmar hoje, é uma entidade estigmatizada, desacreditada no seguimento mais expressivo de nossa classe, o tênue, e respeitável, apoio que ainda recebem, em termos creditícios, advém um numero diminuto de colegas, quase sempre, afeitos a um cuidado excessivamente tolerante, por claudicarem, demasiadamente, quando o tema, em quaisquer situações, mesmo em suas particularidades de vida pessoal se traduza em “mudança”.
    O atual presidente ao engendrar um plano diabólico para perpetuar ele e seus amigos no poder, mostrou-nos que não possui escrúpulos, e isso, convenhamos minha gente, é danoso por demais, para uma categoria que atua em várias frentes de trabalho como a nossa: É o Offshore, é o Longo Curso, é a Cabotagem, e agora, se acentuando mais ainda os postos de trabalho com o pré-sal, certamente, a mão-de-obra se agigantando, pelo que, não podemos, assim, perdurar com este modelo tacânio e decrépito, estabelecido através de um golpe estatutário pelo atual ditador do Sindmar, para eternizá-los ou eternizar-se no poder.
    Na prática todos os marítimos brasileiros são empregados do Severino, é como se todos estivessem sob o guante de suas chibatas, porque o cara não reúne, não debate, faz reuniões fantasmas, não presta contas de publico com a categoria,vive viajando o mundo todo, tratando de assuntos que não estão ligados aos nossos permanentes desafios. E mais, fraudou a historia de luta de nossa classe, inventou uma outra historia sobre o nosso glorioso e revolucionário movimento de 1987, e com isso esmaeceu o brilho do respeito a nossa luta, que, somente agora, sobejamente e corajosamente vai sendo resgatada por todos nós,participes daquele momento heróico e de amor ao Brasil e a nossa profissão.
    Neste 2011,portanto será o inicio da luta para quebra do muro de Berlim do Sindmar
    Seriamos mais bem pagos pelas empresas de navegaçao.se tivessemos um representante focado nos nossos interesses e estivesse de braços dados conosco.esta atual administraçao é conivente com os desmandos das multinacionais.nao lutam porque tem rabo preso.vamos negociar direto com nossos patroes.talves assim consigamos melhorar bem mais nossos salarios.fora esta corgia de vampiros .

  6. Olá!Eu me chamo Marcelo Oliveira de Souza,Estou aqui fazendo um apelo aos caros amigos e leitores dessa brilhante revista, sou formado no curso de (Mac),pela Capitania dos portos de Itacuruçá Rj.Sou carioca morador de (Sepetiba Rj),e estou presizando de uma oportunidade na área de aquaviário,sou formado como socorrista,Braigadista e mergulho autônomo e Segurança do trabalho tenho disponíbildade total de horário,eu só presizo da ajuda dos senhores amigos aquaviários obrigado e que Deus abeçoe à todos leitores.

  7. Estou cursando ATNO e em breve estarei buscando emprego nas empresas OFFSHORE existentes no Brasil. Gostaria de conhecer os diversos regimes de serviços que existem no Brasil, os beneficios salarias das empresas, os tipos de serviço e as empresas operando no Brasil.

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