Segundo professor da USP, em 20 anos São Paulo poderá ter transporte fluvial

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Os moradores de São Paulo não imaginam, mas poderiam cruzar a cidade em barcos em vez de ficarem presos nos engarrafamentos das marginais.

O arquiteto e urbanista Alexandre Delijaicov, professor da USP, pesquisou a origem das propostas de transporte fluvial, que datam do fim do século, e chegou a um projeto para o setor.

Segundo o plano, a capital paulista contaria com 600 quilômetros de canais navegáveis, ligando os rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí e as represas Billings, Guarapiranga e Taiaçupeba. Para Delijaicov, isso seria apenas resgatar uma vocação local. “Onde hoje fica São Paulo, os portugueses encontraram aldeias indígenas interligadas pelos rios”, diz.

A mudança veio em 1930, época em que tanto o Tietê quanto o Tamanduateí eram navegáveis. O urbanista culpa o prefeito Prestes Maia, que governou de 1938 a 1945, pela mudança de paradigma que transformou canais em avenidas como a 9 de Julho e 23 de maio e eliminou 4 mil quilômetros de riachos e córregos e o dobro de margens para o lazer.

Se o caminho escolhido tivesse sido outro, o município teria hoje parques fluviais, assim como os existentes em metrópoles como Paris, Londres e Amsterdã. Para o arquiteto, só o transporte fluvial de carga como entulho e lixo das estações de tratamento de esgoto já viabilizaria financeiramente o projeto, que teria um custo de 1 bilhão reais e levaria cerca de 20 anos para ser concluído.

Fonte: Planeta Sustentável

Por Marcus Lotfi

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