Sinopec planeja expansão no Brasil

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Depois de investir US$ 7,1 bilhões para comprar 40% dos ativos da Repsol no Brasil, a chinesa Sinopec quer participar das próximas rodadas de licitação de blocos exploratórios no Brasil, sejam elas no regime de concessão ou no novo regime de partilha de produção nas áreas do pré-sal. O Presidente da Sinopec International and Production Brazil, Jingjun Ding, disse ontem que a China enxerga o Brasil como uma área estratégica.

“Entendemos que o Brasil tem um mercado estável”, frisou Ding. A companhia chinesa poderá participar sozinha das rodadas da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em parceria com outras empresas ou usando como veículo a Repsol Sinopec Brasil – nome da companhia constituída depois da entrada no capital da empresa espanhola no país.

A parceria deu acesso ao pré-sal, por intermédio da participação no bloco BM-S-9, na bacia de Santos, onde foram feitas as descobertas das jazidas Guará e Carioca.

O executivo – que será diretor de exploração no Brasil – informou que atualmente a chinesa ainda negocia com a Repsol como será feita a comercialização do petróleo produzido no país na sociedade entre as duas companhias.

O objetivo é fechar contratos de longo prazo para que a comercialização seja feita no Brasil ou no mercado internacional.

O negócio entre a Repsol e a Sinopec envolvendo os ativos da espanhola no Brasil foi o segundo maior valor pago por uma petroleira chinesa para adquirir empresas no exterior desde 2002.

Em levantamento das aquisições das estatais Sinopec, China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), Sinochem e a China National Petroleum Corporation (CNPC) e subsidiárias nesse período, a Agência Internacional de Energia constatou que o maior desembolso foi feito também pela Sinopec, que em junho de 2009 pagou US$ 8,8 bilhões por 100% da Addax, petroleira iraquiana.

Com as informações – Valor Econômico

Por Rodrigo Cintra

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