Niterói perde R$180 milhões por ter porto muito raso

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O município de Niterói deixa de arrecadar até R$ 180 milhões ao ano em impostos por não possuir profundidade no acesso aos terminais marítimos – o chamado “calado” – suficiente para a manutenção e a construção de embarcações de grande porte. A estimativa é dos empresários do setor naval da região. Para reverter essa situação, o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), vinculado ao Ministério dos Portos, em parceria com os estaleiros, já iniciou projeto para obras de dragagem nas enseadas de Niterói e São Gonçalo.

O projeto deve ser incluído na segunda etapa das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II), e prevê recursos na ordem de R$ 55 milhões do governo federal para o desassoareamento da área, que compreende a Ponta da Areia, a Ilha da Conceição e o Gradim.

Segundo o presidente do INPH, Domenico Accetta, a medida irá gerar mais de 15 mil empregos diretos, fora os indiretos, para a região.

“O Governo Federal, através do Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, solicitou um estudo detalhado da área que justifique o volume de investimentos. Esse planejamento está sendo feito pelo INPH em parceria com os estaleiros, aproximadamente 15 empresas de grande, médio e pequeno porte, juntamente com a Prefeitura de Niterói. No estudo, já foi constatado que em alguns lugares o calado é de 1 metro ou de até 30 centímetros. A intenção é elevar essa profundidade para 7m, 8m e até 10m”, afirma Domenico.

Ele ressalta ainda a questão ambiental imbuída no projeto.

“As águas da Ilha da Conceição, por exemplo, voltarão a circular, melhorando sua qualidade. Trata-se de uma dragagem ambiental e sócio-econômica”, classifica.

A última reunião do INPH com o setor naval aconteceu na quinta-feira. O projeto ainda está em fase inicial de estudos, que deve ser concluída no prazo de quatro a seis meses, de acordo com Domenico.

Com as informações – O Fluminense

Por Rodrigo Cintra

2 COMENTÁRIOS

    • Prezado Zilton.
      Calado, por definição, é “a profundidade a que se encontra o ponto mais baixo da quilha de uma embarcação. O calado mede-se verticalmente a partir de um ponto na superfície externa da quilha.”
      Porém, também é aceito no meio a expressão “calado do porto” sendo usada, inclusive, em sites oficiais.
      Note que a matéria que divulgamos foi clipada de um jornal, onde provavelmente não há especialistas no assunto como você.
      Obrigado pela participação e aguardamos sua participação. Envie-nos uma matéria técnica que teremos o maior prazer em divulgar.

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