“Digo e repito: Façam estaleiros”, afirma diretor da Petrobras

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O diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, convocou  empresas brasileiras e internacionais a construir estaleiros no País para atender a demanda que deverá ser crescente na estatal. Ele afirmou que já teve notícias esta semana de pelo menos duas empresas brasileiras que estariam dispostas a fazer grandes investimentos nesta área. Costa não quis dizer o nome das companhias, mas afirmou que a divulgação deve ocorrer em breve.

“Digo e repito: façam estaleiros. Nós vamos precisar de muitos”, afirmou em entrevista coletiva para apresentar um balanço do Programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN).

O programa visa reduzir a dependência externa na cabotagem, com a encomenda de navios construídos no Brasil, e que são afretados pela Petrobrás ao longo de 15 anos.

Na primeira fase, o programa contratou 19 navios. Na segunda, foram licitados mais 20, dos quais 14 já foram contratados e seis estão em fase de negociação. A previsão de entrega dos navios da segunda fase de encomendas é para o período entre 2013 e 2017. A previsão é de que a companhia pague entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões por ano pelo afretamento destas unidades.

Costa: Executivo pede a construção de estaleiros no Brasil

Segundo a Petrobrás, sua frota cresceu de 110 navios para 187 entre 2003 e 2010, passando de um total de transporte de cargas de 127,4 milhões de toneladas para 168,7 milhões de toneladas no mesmo período.

“A tendência é que isso continue aumentando a passos largos, considerando o crescimento da produção para o dobro do atual programado para os próximos anos”, disse Costa.

Novos armadores

A decisão da Petrobrás de incentivar a instalação de novos armadores no País visa promover a comparação de qualidade e de resultados com o seu próprio armador, a Transpetro, visando maior competitividade no setor. A afirmação é do diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa.

O programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN), que está afretando 39 navios construídos no Brasil por um período de 15 anos visa “auferir qualidade”, além de evitar o risco de ter concentradas as atividades em apenas um armador. “A Petrobrás entendeu que era importante ter outra sistemática de operação de navios, que não apenas junto ao seu próprio armador. Basicamente é interessante ter comparação de resultados, além de promover a retomada de empresas brasileiras na cabotagem”, disse Costa, durante divulgação do balanço das duas fase do programa.

Refinarias premium

O diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse estar otimista com a perspectiva de reduzir o valor dos investimentos previstos nas duas refinarias Premium, que estão previstas para o Maranhão e Ceará. A previsão inicial divulgada pela companhia é que a primeira custaria US$ 20 bilhões, com capacidade de processar 600 mil barris e a segunda, US$ 10 bilhões, para processar 300 mil barris. Ambas estão previstas para entrar em operação em 2017.

“Estamos revendo os projetos para promover uma padronização e simplificação de ambos e estou bastante otimista de que a empresa contratada poderá reduzir este custo”, disse, citando especificamente a americana UOP, que venceu licitação promovida pela estatal no modelo design competition. “Concorreram as empresas mais experientes do mundo neste setor e estamos bastante confiantes na capacidade da empresa de rever os nossos projetos”.

Ainda não há, segundo ele, perspectiva de qual seria esta redução. “Ainda estamos revisando nosso plano de negócios para o período 2010-2014 e alguma sinalização sobre os novos valores pode vir nesta ocasião”, lembrou.

Costa completou também que a companhia está no aguardo da liberação da área da refinaria Premium 2 por parte do governo do Ceará. A companhia espera também iniciar as licitações para a compra de equipamentos para ambas as refinarias no segundo semestre de 2012.

Fonte: Estadão

Por Marcus Lotfi

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