Monitoramento de Propulsão – Novo serviço da Wärtsilä

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A Wärtsilä, empresa finlandesa, líder global em soluções energéticas para mercados marítimos e de geração de energia, está fornecendo, desde o fim do ano, o novo Serviço de Monitoramento de Condições de Propulsão – Propulsion Condition Monitoring Service (PCMS). Ele é destinado a armadores e operadores para proporcionar respostas em tempo real e análises atualizadas dos equipamentos de propulsão de suas embarcações.

O sistema foi adaptado a partir da arquitetura de monitoramento remoto desenvolvida pela Wärtsilä e é o primeiro de seu tipo no mercado de propulsão marítima. De acordo com a área de Ship Power da companhia, a empresa já está recebendo pedidos, o que demonstra uma demanda imediata da indústria naval brasileira por esse tipo de tecnologia.

“É vital para qualquer operador conhecer a todo o momento a condição dos motores principais, e dos diversos componentes que fazem parte do sistema de propulsão de um navio. Isso permite que a manutenção e os reparos sejam agendados quando necessário – ao contrário de seguir um programa de manutenção fixado arbitrariamente – e assegura que o maquinário de propulsão possam ser operados com máxima performance e com o máximo de disponibilidade”, explica o diretor de Ship Power, Luiz Barcellos.

O serviço reduz, ainda, o consumo de combustível e, conseqüentemente, as emissões de gases poluentes. O diretor também explica que até recentemente, a única maneira de saber a condição em que estes equipamentos estavam operando, era submetê-los a extensas inspeções e testes funcionais – ou esperar até que entrassem em manutenção.

Primeiro Pedido

A Jasper Drilling Pte, um operador offshore baseado em Cingapura, atualizou o seu navio de perfuração ‘Jasper Explorer’ com cinco motores Wärtsilä 32 com12-cilindros em V. O PCMS foi incluído no escopo para dois propulsores direcionais (steerable thrusters), dois sistemas de propulsão com hélices de passo controlável, e cinco propulsores laterais (transverse thrusters).

Trata-se de uma embarcação de perfuração em águas profundas, que permanece no mar por longos períodos em locais geralmente distantes de portos. Por esse motivo, manutenções que necessitam de diques secos podem levar meses e serem financeiramente dispendiosas para a empresa.

Para o CEO da Jasper Drilling Pte, Hans van Royen, a decisão de contratar a Wärtsilä para esse serviço foi acertada, pois a empresa está trazendo uma alternativa essencial e financeiramente mais viável. “Chegamos à conclusão de que, considerando-se o perfil operacional do navio, um sistema de monitoração baseado na condição do equipamento era indispensável. Ela representa um meio extremamente eficaz de salvaguardar o bom estado de funcionamento de equipamentos de propulsão do navio. Nós achamos a solução da Wärtsilä é de longe a melhor das alternativas disponíveis no mercado e a única capaz de ir de encontro às nossas necessidades. O PCMS da Wärtsilä pode, ainda, ser usado para monitorar o equipamento de diferentes fornecedores, como os dois propulsores direcionais a bordo dessa embarcação”, observa.

Sobre a Wärtsilä

A Wärtsilä é uma empresa de origem finlandesa líder global em soluções energéticas de ciclo de vida completo para mercados marítimos e de geração de energia. A companhia já instalou mais de 4 mil usinas termelétricas no mundo, na área de Power Plants. Na área marítima (Ship Power), os motores da Wärtsilä equipam 65% dos navios de cruzeiro construídos nos últimos três anos. Criada em 1834, a Wärtsilä tem cerca de 18 mil funcionários em mais de 70 países.

A Wärtsilä no Brasil

A Wärtsilä chegou ao Brasil em 1990, onde emprega mais de 600 funcionários. Opera seu escritório matriz e um centro de serviços no Rio de Janeiro, além de outro centro de serviços em Manaus (AM) e possui presença em outros seis estados brasileiros. A empresa projetou e construiu 22 usinas no país e ultrapassou a marca de 2,0 GW de potência instalada. Na área naval, a companhia tem no Brasil base instalada com capacidade superior a 800 MW em mais de 200 navios e embarcações.

Por Redação Portal Marítimo

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