Representante dos EUA se explica em reunião na Angola

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O encarregado de negócios dos EUA, David C. Brooks, esteve ao final do dia de hoje, sexta-feira, no Ministério das Relações Exteriores de Angola para apresentar explicações sobre a carga militar não declarada que era transportada pelo navio Maersk Constellation e detido pelas autoridades angolanas no Porto do Lobito.

Segundo apurou a Angop de fonte oficial, durante o encontro com as autoridades angolanas, a delegação americana apresentou um documento onde consta os dados da referida carga, sem no entanto, convencer a parte angolana pelo facto de o manifesto inicial apresentado pelo capitão do navio não fazer referência a mesma.

A delegação americana confirmou a versão do capitão do navio, segundo a qual a carga se destinava as autoridades quenianas e era negociado por intermédio de uma empresa intermediária britânica.

Pela discrepância dos dados apresentados pela delegação americana e o comandante do navio, as autoridades angolanas continuam a exigir uma maior clarificação do assunto, tendo as partes agendado um novo encontro previsto para o início da próxima semana.

No final do encontro, em que a delegação Angola esteve representada pelos ministros das Relações Exteriores, Georges Chikoti, e do Interior, Sebastião Martins, além de altos funcionário da Alfandega, o encarregado de negócios americano não queria prestar informações à imprensa.

O navio proveniente dos EUA, com passagem por Dacar, capital do Senegal, descarregou no dia 28 de Fevereiro produtos alimentares consignados à ONG sul-africana Joint Aid Management, transportando também quatro contentores de 20 pés com as referidas munições que não constavam do manifesto.

Dos 23 tripulantes do navio, vinte são de nacionalidade americana, incluindo o seu capitão, de nome Stancil Jason, e os três restantes
são de nacionalidade polaca.

A tripulação que alegou que o material de guerra se destinava às Forças Armadas do Quénia, encontra-se retida no navio ancorado no Porto do Lobito, enquanto se aguarda  pela clarificação dos factos e a adopção de outros procedimentos legais.

Com as informações – Angola Press

Por Rodrigo Cintra

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