Continua o impasse em Angola com o navio da Maersk

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A Embaixada dos Estados Unidos está a trabalhar para clarificar a situação do navio de bandeira norte-americano Maesrk Constellation retido, desde 28 de Fevereiro, no Porto do Lobito, com munições de armas antiaéreas no interior, sem a obrigatória referência no manifesto da carga.

Em conferência de imprensa realizada, ontem, no Lobito, o secretário interino de imprensa e cultura da embaixada norte-americana em Angola, Daniel Villanueva, disse que a preocupação agora tem a ver com o bem-estar dos 20 tripulantes do navio.

A tripulação, que alegou que o material de guerra se destinava às Forças Armadas do Quénia, foi retida no navio ancorado, enquanto se aguardava pela clarificação dos factos e a adopção de outros procedimentos legais.

“ Estamos igualmente preocupados com bens alimentares perecíveis que se encontram a bordo e que se destinam a programas para ajuda humanitárias”, afirmou Daniel Villanueva.

O navio, referiu, leva, em primeira instância, carga de assistência humanitária, ao abrigo de contratos de transporte com Organizações Não-Governamentais.

O diplomata confirmou que a retenção do navio se deve à existência de quatro contentores de munições de armas. Uma declaração das companhias Maersk, distribuída aos jornalistas, refere que o “Maersk Constellation” é um navio multiuso pertencente a Maersk Line, Limited, registado com bandeira dos Estados Unidos.

O navio, diz o documento, transportava assistência alimentar para várias nações africanas e contentores de munições para armas ligeiras, que tem como destino um país aliado dos Estados Unidos, no quadro de uma licença de exportação do Departamento de Estado, emitida ao importador, uma firma norte-americana que não está filiada à Maesrk.

Alfred N. Mutua, porta-voz do Governo e secretário para a comunicação pública, disse que o Executivo queniano  “está à espera da entrega dos quatro contentores de munições que foram adquiridas aos Estados Unidos da América”.

O Governo queniano afirmou que o navio que transporta as munições “está a caminho de Mombasa.“A mercadoria é uma requisição normal de armas realizada num concurso normal e trata-se apenas de munições e não armamento”, diz a nota, que acrescenta que as munições são de um calibre que o Quénia não tem capacidade para fabricar, por isso, requisitou aos Estados Unidos da América.

Com as informações – Jornal de Angola

Por Rodrigo Cintra

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