Pequenas empresas crescem arrastadas pela Indústria do Petróleo

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Os pequenos negócios não sobrevivem isolados. Muitos são parceiros de empresas globais e bem-sucedidos. Exemplo disso são as empresas de micro e pequeno porte que conseguiram aumentar em 25% o volume de vendas à Petrobras e a mais de 180 grandes empresas da cadeia de petróleo e gás. A informação é do Diretor Técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, ao destacar que esse resultado é sustentado pela maior participação das MPE no cadastro de fornecedores da estatal, no qual houve um crescimento também de 25%.

“Os dados são bastante significativos, uma vez que a Petrobras é uma empresa de classe global e junto com o Sebrae vem qualificando fortemente os pequenos negócios de modo a torná-los competitivos o suficiente para suprir as necessidades da estatal”, diz o diretor do Sebrae. Segundo Santos, outro dado igualmente importante e que decorre dessa parceria são os 29% de aumento na quantidade de empresas desse segmento cadastradas pela Onip – Organização Nacional da Indústria do Petróleo.

O valor destinado aos projetos na parceria Petrobras-Sebrae é de R$ 32 milhões, sendo 50% da estatal e 50% do Sistema Sebrae. Os recursos podem chegar a um valor global de R$ 40 milhões, por meio de parcerias locais, sob a liderança do Sebrae nos estados e das unidades da Petrobras. Até agora, foram estruturados 20 projetos em 15 estados: AL, AM, BA, CE, ES, MA, MG, MS, PE, PR, RJ (quatro projetos), RN, RS (três projetos), SC e SE, totalizando R$ 36,3 milhões, sendo R$ 24,7 milhões da Petrobras e do Sebrae. Os projetos abrangem ações em quatro focos estratégicos: inteligência competitiva; cultura da cooperação; desenvolvimento de fornecedores e inovação; e acesso a mercado.
Pré-sal

As oportunidades para as empresas de pequeno porte são muitas e devem crescer ainda mais com a exploração do pré-sal, conforme prevê o diretor do Sebrae. Elas decorrem da parceria Sebrae-Petrobras e do montante de investimentos a serem feitos pela estatal no País em função desse novo campo de exploração de petróleo. “Envolvem desde o fornecimento de insumos, peças, partes, componentes e tecnologia a refeições e acomodações às empresas de extração e refino, além dos serviços de transporte”, explica Santos.

A exploração do pré-sal será principalmente uma oportunidade de capacitação de micro e pequenas empresas para disputarem esse mercado. “Se não for por meio da venda direta, elas poderão vender às empresas que fazem parte dessa cadeia produtiva”, pondera Santos. Até dezembro de 2010, foram atendidas 6.901 empresas nos projetos em andamento.

Além da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa favorecer as compras governamentais, elas podem ser inovadoras e competitivas para atender também à diretriz governamental do Prominp – Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural: tudo o que puder ser comprado no Brasil será adquirido aqui mesmo. Para isso, está à disposição dessas empresas o Portal de Oportunidades (www.prominp.com.br), no qual estão definidas as demandas e detalhadas as especificações dos produtos e serviços a serem adquiridos pelo setor.

Com as informações – PEGN

Por Rodrigo Cintra

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