Petrobras cresce assustadoramente e se prepara para ultrapassar a ExxonMobil

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“Por todos os ângulos, a gigante petrolífera já é uma das corporações mais importantes do mundo – e a empresa deve ser cada vez mais influente”. É assim que a Fortune, uma das mais importantes revistas de finanças do mundo, descreve a Petrobras (PETR3, PETR4) em reportagem publicada nesta terça-feira (8).

A Petrobras é a quinta maior produtora de petróleo do mundo, se empresas inteiramente estatais como a iraniana NIOC não forem levadas em conta, e deve se beneficiar de toda a atividade envolvendo a camada do pré-sal, descreve a revista, que cita os desafios logísticos e técnicos “imensos” de exploração da área.

Em números

Brian O’Keefe, que assinou a reportagem, visitou a P-52, situada na Bacia de Campos, “uma das maiores e mais avançadas estruturas de produção de petróleo jamais construídas”. O tom de deslumbramento continua com as cifras listadas pelo jornalista, que vão desde o custo, de US$ 1 bilhão, até o tamanho do deck principal, equivalente a dois campos de futebol.

“Uma equipe de 180 tripulantes trabalha em turnos de 12 horas – duas semanas para cada três de folga – para manter o óleo fluindo 24 horas por dia”, completa O’Keefe. A plataforma produz cerca de 180 mil barris por dia, o que em preços correntes significa uma riqueza de US$ 15 milhões diariamente.

Ultrapassar a Exxon como resultado

De acordo com a Fortune, até o final desta década, a Petrobras deverá desbancar a Exxon Mobil como a maior petrolífera listada em bolsa em termos de receita e produção de petróleo. Para José Sergio Gabrielli, presidente da estatal, ultrapassar a norte-americana não é uma meta, apenas um possível resultado.

Petrobras "na cola" das big oils

“Nós temos muito óleo. Nos próximos quatro ou cinco anos estaremos falando de uma companhia que terá entre 30 bilhões e 35 bilhões de barris em reserva. Ninguém no mundo – nenhuma empresa com ações listadas – possui nada parecido”, declarou Gabrielli à revista.

A expectativa é de grande alta da produção. O plano estratégico da companhia, indica o repórter, é de dobrar a produção de hidrocarbonetos até o final desta década, de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente para 5,4 milhões de boe. “O principal entrave que enfrentamos é a capacidade de nossa rede de fornecedores de atender nossa demanda”, afirmou Gabrielli.

Infraestrutura, custos e acidentes

Ainda assim, a Fortune não deixa de apontar outras barreiras para o desenvolvimento desse enorme volume de recursos. Além dos custos estratosféricos, a mudança de regulação, em que a Petrobras será a operadora de todos os novos campos licitados, pode pôr muita pressão sobre a empresa. “E sempre existe a possibilidade de um acidente que jogue toda a operação para o caos”, completa a revista.

O repórter lembrou ainda que um grupo importante não está tão de bem com a vida com a companhia: seus acionistas minoritários. Investidores não gostaram da diluição com a oferta de ações de US$ 70 bilhões no ano passado, e também estão preocupados com o marco regulatório.

Eike Batista também aproveita o boom

Por último, a reportagem mencionou que a Petrobras não é a única grande vencedora com o boom do petróleo no Brasil. “Na verdade, nenhum indíviduo se beneficiou mais do que o empresário Eike Batista”, apontou a Fortune. A reportagem ressalta que a OGX (OGXP3) encontrou, em pouco mais de um ano, 2,6 bilhões de barris em reservas, tornando-se assim o segundo maior player em exploração offshore no Brasil.

A estimativa do próprio Eike Batista é que a petrolífera irá produzir, até 2019, 1,4 milhões de barris por dia. Em entrevista, o homem mais rico do Brasil também disse que, após uma recepção fria da Petrobras, ele acredita que a companhia irá convidar a OGX para projetos conjuntos no pré-sal, “já que o desafio é tão grande”.

Com as informações – Tainara Machado / Infomoney

Por Rodrigo Cintra

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