Governo do Pará aumenta fiscalização nos rios

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A partir de hoje (15), a segurança nos rios do Pará terá um reforço de mais três embarcações para o policiamento. Com isso, serão 14 viaturas para fazer a segurança das embarcações. A medida emergencial foi anunciada ontem pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) após um passageiro ter sido morto durante um assalto a uma embarcação, na madrugada de domingo, próximo a Barcarena.

“Nós tínhamos apenas 11 barcos, sendo que seis ficavam na região das ilhas e os demais fazendo a segurança nas mediações de Barcarena, Abaetetuba e Cametá. Amanhã (hoje) vamos ter o policiamento fluvial integrado, com as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros cobrindo também essas áreas. Vamos começar pelo chamado Furo da Mucura, perto de Barcarena, onde já foram registrados assaltos a embarcações”, disse o major PM Lima.

Segundo o delegado David Nóbrega, da Delegacia Fluvial, este ano já foram registrados três assaltos no Furo do Piramanhã, também conhecido como canal do Carpinjó.

Foi pelo Furo do Piramanhã que passava, na madrugada de domingo, o barco “Kalebe Júnior”, quando foi atacado por “piratas”. O barco saiu do município de Limoeiro do Ajuru, na região do Baixo Tocantins. Lourivaldo Pinheiro Gonçalves, de 23 anos, estava dormindo e foi acordado quando percebeu que dois homens subiram no barco para assaltar e renderam dois passageiros. Ele lutou com um dos assaltantes e foi baleado nas costas pelo outro.

A abordagem dos ‘piratas’ tem sido cada vez mais frequente em águas paraenses. “Não tenho medo, mas tenho receio de ser assaltado”, disse o comandante de uma das embarcações que fazem a linha Belém-Barcarena, Genilson Cabral, de 33 anos, há quatro à frente do barco. De acordo com ele, os assaltos acontecem de duas maneiras. “Ou o barco é atacado por outra embarcação, ou os assaltantes já embarcam nos portos de Belém como se fossem passageiros. Depois de 15 minutos, anunciam o assalto. Geralmente mais lá na frente, onde começam os furos, já tem outra embarcação esperando para dar apoio a eles”, conta.

A falta de fiscalização, segundo o comandante, é o que facilita a ação dos bandidos. “Não tem detector de arma ou qualquer tipo de revista nos portos. Se a pessoa quiser levar uma metralhadora, ninguém vai saber”, ressaltou.

O ponto mais perigoso da viagem entre Belém e Barcarena, diz Cabral, é quando se aproxima do porto do Cafezal. “Fica em Barcarena. Antes de chegar, acontecem os assaltos, assim como no Furo da Mucura, também perto de Barcarena. Quando se aproxima, começa a dar medo, principalmente à noite”.

Para a comerciante Maria do Rosário Souza, que uma vez na semana faz a viagem Belém-Barcarena, a oração é a única arma. “Eu nem durmo mais. Tenho que usar o barco para fazer as compras para meu mercadinho, mas nem durmo. Vou rezando até o barco atracar. Morro de medo de ser assaltada”.

Com as informações – Diário do Pará

Por Rodrigo Cintra

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