Série “Desastres Marítimos”: Deepwater Horizon

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Em setembro de  2009, a sonda petrolífera de desenho RBS-8D de quinta geração, semi submersível, de posicionamento dinâmico e de águas ultra-profundas chamada Deepwater Horizon perfurou o poço mais profundo da história. Nesta data, sem saber, a Plataforma escrevia na história da exploração de petróleo o que seria seu último grande feito.

A sonda, pertencente à Transocean, estava a serviço da British Petroleum. Sua sigla, BP, é escrita, fotografada e dita nos jornais até hoje, repercutindo em seu nome um dos maiores desastres marítimos dos últimos tempos.

A sonda como muitos não viram nos jornais, em pleno funcionamento

Em 20 de abril de 2010, quando a Deepwater Horizon estava na fase final de perfuração de um poço no Golfo do México, houve uma explosão na torre que matou onze pessoas. Apura-se que seu último revestimento havia sido cimentado com pasta nitrogenada, solução não convencional que, de uma certa forma, tornava mais inseguro o processo, pois criava a possibilidade dos fluidos serem liberados de maneira descontrolada.

Barcos de apoio lançando água na torre: Não adiantou.

A evacuação de sete trabalhadores para Nova Orleans e a chegada de diversos barcos de apoio que lançaram água até a torre tentando controlar sem sucesso as chamas marcaram o início de uma árdua, porém rápida luta, que derrubou a sonda Deepwater Horizon, afundando dois dias depois, em 22 de abril de 2010, em águas de aproximadamente 1500 metros de profundidade.

Conseqüências

O contrato de arrendamento da sonda pela British Petroleum foi estimado em US$ 544 milhões. Além da perda deste investimento, que mantinha a sonda sob operação da BP, houve intenso derramamento de petróleo, que escoou rios de dinheiro negro durante meses, dia após dia, seguido do imenso impacto ambiental, pela destruição do habitat de várias espécies de aves.

Desastre humano, financeiro e ambiental

O derramamento só foi estancado em 17 de julho de 2010, quando em nota, a BP comunicou tê-lo detido temporariamente.

Este desastre é um retrato nítido da necessidade do investimento pesado em QSMS e Segurança do Trabalho.  Não é uma questão de sentimentalismo, como a mídia convencional costuma abordar e como as grandes empresas costumam interpretar. É uma questão de gerir de maneira inteligente, ganhando em vez de perder não só dinheiro, mas a prosperidade num sentido amplo, dentro do mercado mais competitivo do mundo.

Leia a última matéria da série Desastres Marítimos clicando aqui.

Por Marcus Lotfi

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