Estariam os acordos do pré-sal comprometendo nossa soberania?

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A possível exposição do litoral brasileiro devido à exploração e transporte dos produtos do pré-sal tem sido apontada como uma das preocupações do Governo atual. Não por acaso, a aproximação com o Governo Americano teria entre os seus objetivos uma espécie de acordo de garantia da soberania deste território brasileiro, tendo em vista a fraquíssima estrutura da defesa naval nacional.

“O Brasil vai querer reiterar sua soberania militar na região, ainda que um grupo de empresas estrangeiras venham atuar diretamente no pré-sal”, diz Marcelo Suano, Pesquisador do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações internacionais.

O interesse dos Estados Unidos no Atlântico Sul estaria ativo até como forma de manter a região sob seu olhar, antes que a China lance mão dela.

Nesse sentido, Rodrigo Ulhoa Cintra de Araújo, Chefe de Departamento de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing, entende que a proteção do litoral é tão relevante quanto a busca por investimentos na região.

“Todo vácuo de poder abre a possibilidade para a entrada de um líder. Esse é o caso do nosso litoral”.

Além da questão naval, a vinda de Barack Obama pode trazer de volta aos holofotes a discussão sobre a compra dos caças brasileiros. Marcelo Suano, do Ceiri, lembra que Dilma Rousseff tem sinalizado uma maior “simpatia” pelas aeronaves da Boeing.

Segundo o Diretor-Presidente da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Gabriel Ricco, a aproximação abre novas perspectivas para a atuação da Boeing no Brasil. “As chances dos EUA fornecerem os caças voltaram a ser relevantes”, diz.

Com as informações – Brasil Econômico

Por Rodrigo Cintra

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