Bharat Petroleum – US$ 1,5 bi de investimentos no Brasil até 2015

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A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombústiveis (ANP) ainda não divulgou a data para a próxima rodada de licitações de campos offshore, que marcará a retomada dos leilões para o setor de petróleo e gás, mas uma empresa já está desenvolvendo estudos para disputar pelo menos uma área. A indiana Bharat Petroleum, que já possui 10 blocos de exploração no País está em busca de um operador para definir a oferta que deverá fazer quando o leilão acontecer. Com o acréscimo de mais uma área a seu portfólio, o investimento da companhia poderá alcançar a cifra de US$ 1,5 bilhão no Brasil, o maior aporte fora de seu país sede.

Segundo D. Rajkumar, CEO da Bharat Petro Resources, o interesse da empresa é de aumentar sua presença no Brasil ao investir em no segmento de exploração e produção de petróleo no mar. Essa atividade é realizada pela empresa BPRL, subsidiária da companhia indiana que é dedicada a esta atividade. No total, desde 2008, quando foi aprovada sua entrada no mercado nacional, a empresa investiu US$ 550 milhões. Dos dez blocos que detém participação, em nove tem a Petrobras na composição acionária e um com a Anadarko.

“Queremos elevar nossos negócios no Brasil ao buscar novas oportunidades de negócios com a exploração de blocos offshore em parceria com a Petrobras, que será a operadora da reserva do pré-sal”, afirmou o executivo que completou ainda que a empresa poderá entrar na exploração de blocos onshore, modalidade na qual pode se tornar o operador.

A megarreserva de petróleo não é novidade para a companhia indiana. Dos dez blocos que possui, até o momento um está no pré-sal em um poço localizado na Bacia do Espírito Santo. Porém, a empresa está otimista com outra área, a da Bacia de Campos, mas ainda sem a confirmação da reserva. “Até o momento a maioria das novas descobertas estão no pós-sal, mas há reais possibilidades de encontrarmos mais petróleo no pré-sal”, afirmou ele sem estimar o volume de petróleo que a Bharat poderá incorporar às suas reservas.

A meta da empresa é de colocar até 2015 mais US$ 950 milhões no Brasil, sendo que deste valor US$ 100 milhões serão aportados apenas este ano. Isso, segundo Rajkumar, sem considerar as áreas que a ANP colocará em disputa, provavelmente, no segundo semestre do ano. “Com certeza o valor de investiremos este ano no Brasil crescerá consideravelmente com o resultado do próximo leilão”.

Até o momento, a Bharat possui três blocos no Espírito Santo, outros quatro na nova Bacia de Sergipe, dois na área potiguar e um na Bacia de Campos. E a tendência é de que a empresa mantenha-se apenas no segmento de exploração e produção no País.

O executivo afastou a possibilidade de a Bharat investir em outras atividades relacionadas ao setor petrolífero no Brasil, como já faz com refino em seu país-sede e na distribuição de combustíveis automotivos, industriais e de aviação. “Aqui no Brasil nosso foco é em exploração e o nosso petróleo é e será vendido às refinarias da Petrobras, não temos como competir contra esta gigante do setor que é também nossa sócia em nove dos dez blocos que possuímos”, disse Rajkumar.

Internacionalização

A empresa indiana, que esteve no The Índia Show realizado em São Paulo, iniciou o processo de avanço a outros países em 2006, por Omã. Em seguida a empresa chegou à Oceania ao adquirir os direitos de explorar blocos offshore na Austrália e em Timor Leste.

Dois anos depois, paralelamente à sua chegada ao Brasil, aportava no Mar do Norte em campos do Reino Unido e em Moçambique. No ano passado foi a vez da Indonésia entrar no portfólio da empresa.

Segundo o executivo indiano, os próximos passos da empresa deverão se concentrar no Brasil e na África, em especial no Quênia. Ele refuta a entrada da companhia em áreas como o litoral da Namíbia e da Angola, onde empresas como a HRT aposta na existência de um pré-sal africano. O motivo é que nessas duas regiões o enorme potencial identificado atraiu as maiores multinacionais do setor petrolífero e que por isso as poucas e raras oportunidades de entrar nesses países apresentam valores muito altos para o perfil de investimento da companhia indiana.

Com as informações – DCI

Por Rodrigo Cintra

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