Apesar das greves, Refinaria Abreu e Lima não deve atrasar

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O Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, diz enxergar com naturalidade as greves que vêm sendo deflagradas no canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima, em Suape. Na última sexta-feira, cerca de quatro mil funcionários do consórcio Conest, formado pela Odebrecht e OAS, decidiram paralisar suas atividades. Ontem, após mais uma rodada de negociações no Ministério Público do Trabalho, o impasse continuava.

“Greves são um processo normal. As negociações devem ser feitas permanentemente, principalmente porque temos uma situação excepcional do emprego em Pernambuco e isso cria um ambiente de barganha”, avaliou o Presidente da Petrobras. Questionado sobre os impactos das greves nos custos e no cronograma da refinaria, Gabrielli afirmou que os custos ainda estão sendo levantados e que, a princípio, não deve haver atrasos no cronograma.

Para hoje está prevista a realização de mais uma assembleia entre os trabalhadores na refinaria e à tarde mais uma audiência no MPT-PE. O MPT-PE pediu que as empresas, representadas pelo Sinicon, avaliassem a possibilidade de atenderem ao pleito do vale alimentação de R$ 160 e do pagamento dos 100% sobre as horas extras aos sábados, únicos pontos da pauta que permanecem em aberto de um total de 13.

A Refinaria Abreu e Lima significa um investimento de R$ 23 bilhões, sendo 60% da Petrobras e 40% da estatal venezuelana PDVSA. Apesar do acordo finalizado em dezembro de 2009, a sócia ainda não fez aportes. Um pedido de financiamento vem sendo analisado pelo BNDES, mas faltam garantias. De acordo com Gabrielli, o prazo para o aporte se encerra em agosto desde ano. “Se até lá não acontecer, vamos analisar como proceder”, completou José Sérgio Gabrielli.

Com as informações – Diário de Pernambuco

Por Rodrigo Cintra

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