A torcida contra a Petrobras

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Nelson de Sá não tem nenhuma culpa, mas é no mínimo engraçada a nota em que ele, em sua coluna Toda Mídia, na Folha de S.Paulo, ontem, registra a bronca que deram no Governo de Washington e a campanha que dois radialistas norte-americanos, Rush Limbaugh e Glenn Beck, movem contra a autorização dada a Petrobras para fazer prospecção “no nosso Golfo” – o Golfo do México.

O jornalista brasileiro conta que os radialistas questionam se a permissão seria legal e insinuam que ela teria sido dada, porque a Petrobras tem entre seus acionistas o megaespeculador George Soros, financiador de campanhas do Partido Democrata do presidente Barack Obama. Soros tinha. Seu site Media Matters, já respondeu garantindo que ele se desfez destas ações.

O colunista da Folha também conta que a revista Forbes desenterrou um editorial do The Wall Street Journal, de agosto de 2009, em que o jornalão diz que o governo do Presidente Obama financiaria a prospecção da estatal também no mar brasileiro, “mas não nos EUA”. Sá lembra que de tempos em tempos a Petrobras volta à mira.

Não se conformam nem aceitam sucesso da estatal

É pura verdade. Muitos setores não se conformam e não aceitam o sucesso da Petrobras. Muito menos reconhecem o lugar proeminente do Brasil no mundo, “como grande potência econômica e financeira”, como disse o Presidente Barack Obama no último sábado.

Obama, aliás, reforçou que o “petróleo e as energias renováveis serão o motor de uma nova e próspera relação econômica entre as duas nações”. Todos disseram que era este o principal motivo de sua visita ao nosso país.

A essas declarações somam-se esta aprovação do Governo Americano à Petrobras para tocar este projeto de prospecção e produção de petróleo e gás nos campos de Cascade e Chinook, na parte norte-americana do Golfo do México.

Reconhecimento da tecnologia brasileira

Idiossincrasias, broncas e campanhas norte-americanas à parte, esta é a nossa Petrobras. A mesma que, também a mídia brasileira insiste em denegrir e minimizar as conquistas.

Nada a ver com Soros, viu radialistas americanos! Chegar aos campos norte-americanos, segundo o Presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, significa levar “pela primeira vez o sistema de produção de FPSO ao Golfo do México”. E causar mais irritação à turma do contra.

Vejam que conseguimos todas as autorizações para o início próximo dessa produção. E mais –  e ainda nas palavras de Gabrielli publicadas no blog Fatos e Dados da Petrobras –  “seremos um grande produtor de petróleo e nossas descobertas serão as principais fontes adicionais da produção mundial nos próximos 10 anos.”  Queiram ou não os inimigos da Petrobras…

Portanto, agora é hora de arregaçar as mangas e trabalhar. Como bem diz Gabrielli “o desenvolvimento das descobertas do pré-sal exigirá volume robusto de investimentos e mobilização da cadeia de fornecedores no Brasil, nos Estados Unidos e em diversos países no mundo”.

José Dirceu

Com as informações – Correio do Brasil

Por Rodrigo Cintra

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