Travessia em Rio Grande em discussão

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Na tarde desta quarta feira a Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) sediou uma reunião entre a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs) e a Capitania dos Portos para tratar da travessia entre os municípios do Rio Grande e São José do Norte.

A reunião foi marcada para discutir a viabilidade de uma segunda embarcação fazer o trajeto simultaneamente ao que hoje funciona no local, conforme determinação judicial da Comarca de São José do Norte.

“A solução definitiva passa por um processo licitatório, que irá criar as condições e as normas para que o serviço possa ser devidamente regulado”, afirmou o Conselheiro-Presidente Edmundo Fernandes da Silva.

O Capitão dos Portos, Capitão-de-Mar-e-Guerra Sergio Luiz Correa, apresentou um material informativo sobre a situação atual do transporte entre as cidades. Segundo ele, a solução imediata seria a colocação de duas balsas com a necessidade de coordenação entre as duas embarcações via rádio. Para isso, seria preciso realizar uma simulação para velocidade do comboio igual a quatro nós.

Essa simulação possibilitará a definição de horários de travessia e posteriormente irá estabelecer o número de travessias possíveis por dia, levando-se em conta a segurança de navegação. Além disso, é exposta a necessidade de que sejam tomadas algumas medidas de segurança na balsa, como a colocação de piso antiderrapante, pintura das faixas, entre outros.

A SPH informou que irá emitir uma portaria com novos horários e normatização do transporte. A superintendência afirmou também que, nos próximos dias, será feita uma batimetria (levantamento realizado nos canais para determinação da quantidade de materiais depositados em seu leito), no canal Miguel da Cunha, para a realização da dragagem necessária.

Ao final da reunião, ficou definido o agendamento de uma reunião com a juíza da comarca de São José do Norte, Fabiana Baldino. De acordo com o Diretor de Hidrovias da SPH, Pedro Obelar, a decisão judicial da comarca, que estabelece a disponibilidade de outra embarcação para a travessia entre os municípios, será cumprida dentro das normas de segurança e trafegabilidade do canal.

Além de apoiar a iniciativa emergencial da disponibilização de outra embarcação, a agência irá contratar um estudo técnico para o levantamento da demanda e dos horários de maior fluxo de veículos.

A empresa F. Andreis, responsável pela travessia, terá uma balsa avaliada para a colocação em funcionamento, e os obstáculos ao uso de uma segunda embarcação serão encaminhados e solucionados de acordo com as necessidades e as responsabilidades.

Com as informações – Thaise Saeter / Jornal Agora

Por Rodrigo Cintra

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