Pré-sal impulsiona Pernambuco, que afirma ter estrutura para aproveitá-lo

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Para finalizar a discussão do Seminário “O Nordeste e o pré-sal”, o Representante da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Fernando Nunes de Souza, debate os impactos do pré-sal na economia de Pernambuco, que já vem sentindo os efeitos transformadores oferecidos pela exploração e tratamento do petróleo. Entre os indicativos de preparação do estado, é destacado a quantidade de investimentos em escolas técnicas, profissionalizantes e de conhecimentos específicos, a exemplo de Sesi, Senai e Iel, de forma a capacitar os profissionais a lidar com uma realidade em que o Brasil passa a explorar 80 bilhões de barris de petroleo, tornando o país, um potencial exportador. “Nessa realidade, o desenvolvimento de expertise é essencial para aproveitar a guinada econômica que vamos testemunhar”, afirma.

No entanto, Fernandos Nunes de Souza defende que há necessidade de cautela, tanto no que diz respeito ao conhecimento, com exatidão, das dimensões da reserva do pré-sal, o que significa um reposionamento mundial no setor, além de, claro, desenvolver com segurança e continuamente a tecnologia de exploração das águas ultraprofundas. Quanto ao que concerne o Governo Federal e do Congresso Nacional, há a necessidade de estabelecer um marco regulatório referente à exploração do pré-sal e que, o mesmo, pacifique as disputas estaduais quanto ao mesmo.

Segundo ele, o Promimp vem alterando a realidade de como os estados devem receber os investimentos para garantir a continuidade do crescimento dos setores, tanto no que diz respeito à qualificação profissional quanto à participação de investimentos na indústria. “Graças a ele, desde 2003, a participação do setor vem crescendo, passando de uma concentração de 57% dos investimentos para 75%, em 2009”, informa. A qualificação é essencial, tanto que apenas 44 empresas pernambucanas estão cadastradas junto à Petrobras para fornecer insumos e materiais diversos à indústria do petróleo, mas nem todas efetivamente fornecem. “Queremos que esse número cresça e que todas as empresas cadastradas, esperamos, efetivamente tenham essa relação comercial. É preciso superar os degraus necessários para se inserir efetivamente na indústria de Petróleo e Gás”, explica.

Pernambuco se encontra, nesse cenário, em uma situação privilegiadas. Em um raio de 300 km, há 4 capitais, 3 aeroportos internacionais e 3 regionais, 5 portos internacionais e 12 milhões de pessoas, que concentram 35% do PIB da região. A vantagem do estado, além da geografia, é justamente a possibilidade de relação plural de mercado, de alimentos a transportadoras e, com a presença da Reginaria Abreu e Lima, haverá um “treinamento introdutório para sabermos como lidar com as exigências desse mercado”, como apresenta Nunes de Souza. Para isso, a qualidade do capital humano será essencial para o desenvolvimento do setor, em que o polo médico do Recife e organizações como o Porto Digital se destacam. “Somente o Porto Digital representa uma realidade que já concentra 3,5% do PIB do estado e 6,5 mil postos de trabalho, potencial latente, pronto para atender as demandas do Complexo de Suape e do setor em nível nacional”, afirma.

Etanol – Com toda zona costeira e um ′Canal do sertão` de 150 mil hectares de terra prontos para a produção de cana de açúcar e etanol, Pernambuco pode se destacar no país inteiro na nova realidade econômica pós Era `Petróleo e Gás`. “Condição esta, que junto a grande concentração de gipsita (gesso), que chega a 95% do potencial do Brasil, e de frutas tropicais, pode fazer com que o estado não apenas apresente condições ideais para que a indústria do petróleo se desenvolva, mas continue crescendo mais que o país e esteja apta a se destacar por vários anos a frente”, concluiu.

Fonte: Diário de Pernambuco

Por Marcus Lotfi

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