Petróleo no Ártico: Exploração ativa será nos próximos anos

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Os próximos anos serão o tempo da exploração ativa de jazidas de petróleo e de gás na zona perto do Ártico e na plataforma continental ártica da Rússia. Isso requer novas tecnologias e investimentos consideráreis.

Segundo os participantes da conferência internacional “Euroártico-2011”, já as reservas de hidrocarbonetos na plataforma continental da parte europeia da Rússia equivalem a milhões de toneladas de petróleo e a trilhões de metros cúbicos de gás. Na verdade, estas são as reservas intactas que devem ser exploradas, por exemplo, no Distrito Autónomo de Iamalo-Nenets no norte da parte auropeia da Rússia, na plataforma continental do mar de Barents e de Kara. A extração nunca foi realizada em tais condições, disse à “Voz da Rússia” o Diretor do Instituto de problemas de petróleo de gás da Academia Russa de Ciências Anatoli Dmitrievski.

A extração é realizada pela Noruega, EUA, Canadá. Mas a Noruega tem mares congelados, enquanto no Canadá e os EUA as condições são muito mais complicadas. Cada região tem o seu próprio tipo do gelo. Isso pode provocar riscos. Se a profundidade de água, por exemplo, na jazida Shtokmanovski constitui 300 metros – é uma profundidade séria nas condições da plataforma continental. Neste caso planeja-se a extração submarina de petróleo e gás, que é realizada pela Noruega com sucesso. Mas nos mares do Brasil, por exemplo, a perfuração se faz na profundidade de até três quilómetros.

A situação mais difícil forma-se na profundidade de alguns metros a algumas dezenas de metros. O equipamento pode ser danificado por gelos flutuantes. Por isso tudo é relativo. Mas o que fazer?

A Rússia usa as tecnologias mais eficientes de extração de petróleo e gás no terreno, e vai resolver outros problemas. Temos boas empresas que operam nesta área – “Sevmach”, “Rubin” em São Petersburgo e que possuem as suas próprias tecnologias de extração na plataforma continental do Ártico. Temos que tentar criar tudo por si mesmos.

Segundo o perito, a extração de hidrocarbonetos na zona perto do Ártico enfrenta vários problemas. O terreno tem jazidas mais complicadas do que a plataforma continental – pela profundidade, pelo meio, por exemplo, pela concentração elevada do sulfeito de hidrogênio. Mas as jazidas estratégicas de Trabs e Titiv com reservas de 140 milhões de toneladas, usadas no Distrito Autónomo de Iamalo-Nenets, não causam problemas.

A utilização de gases petrolíferos torna-se um problema sério para as empresas. A partir do primeiro de janeiro de 2012 as empresas serão obrigadas usar 95% de gáses petrolíferos. É caro construir fábricas de purificação, há falta de gasodutos. Os noruegueses usam este gás. Depois disso obtêm o dióxido de carbono por meio de refinação do produto obtido que é injetado de novo à camada petrolífera. Esta experiência tem que ser usada.

Fonte: Voz da Rússia

Por Marcus Lotfi

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