Rio: Pré-sal e Jogos Olímpicos desencadeiam investimentos de mais de R$ 210 bi no estado

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O Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, vai se reunir com empresários americanos nesta sexta-feira (01/04), em Nova Iorque, para apresentar as oportunidades de negócios existentes no Estado do Rio de Janeiro, principalmente em torno do pré-sal e dos Jogos Olímpicos 2016.

A primeira reunião será na Câmara de Comércio Americana. Em seguida, Bueno participará de reunião com empresários, promovida pelo Conselho das Américas. Nos dois encontros, são esperados executivos de aproximadamente 20 grandes empresas, de diferentes setores. O último compromisso do dia é uma reunião com representantes do Grupo HSBC, a maior organização de serviços financeiros e bancários do mundo.

As reuniões fazem parte da agenda da comitiva que acompanha o Governador Sergio Cabral em visita aos Estados Unidos. Durante os encontros, Julio Bueno abordará a política de desenvolvimento industrial adotada pelo Estado do Rio de Janeiro e as oportunidades de intercâmbio empresarial e financeiro com os Estados Unidos.

– Pretendemos criar no Rio de Janeiro uma indústria de equipamentos, serviços, engenharia e inteligência em torno do pré-sal e dos eventos esportivos. Nossa política é agregar valor, gerar uma cadeia produtiva importante no Brasil – adiantou o secretário, que participou da posse do novo presidente da Câmara de Comércio Americana no Rio, Henrique Rzezinski, no último dia 25/3.

Investimentos de mais de R$ 210 bilhões até 2020

Os investimentos previstos para o Estado do Rio de Janeiro até 2020 já chegam a R$ 213,8 bilhões, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços. Quase 80 obras e empreendimentos – entre públicos e privados – estão sendo acompanhados pela Secretaria em questões como incentivos tributários, procura por terrenos e interlocução com outras esferas governamentais. Juntos, os projetos deverão gerar pelo menos 104 mil novos postos de trabalho, em diversas regiões fluminenses.

– Com PIB superior a US$ 200 bilhões, o que corresponde a uma economia maior do que a de países como o Chile (US$ 150 bilhões), o Estado do Rio de Janeiro vai receber investimentos de mais de US$ 120 bilhões nesta década. São empreendimentos que trarão novas oportunidades de geração de trabalho e renda para a população e mais receita para o estado – comemora o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno.

Estão no levantamento da Secretaria grandes projetos como o Comperj (R$ 14,6 bilhões), o Complexo do Porto do Açu (R$ 8,3 bi), Angra 3 (R$ 4 bi), a reurbanização da área portuária do Rio (R$ 3,5 bi), o Arco Metropolitano (R$ 1,2 bi) e a reforma do Maracanã (R$ 700 milhões).

Exploração e produção de petróleo lideram o ranking como o setor com maior investimento previsto: R$ 83 bilhões. Em seguida, vem logística, com R$ 41 bi; infraestrutura urbana, R$ 20,9 bi; siderurgia, R$ 20,1 bi; energia, R$ 14,8 bi; petroquímica, R$14,6; indústria naval e náutica, R$ 9,5 bi; indústria de transformação, R$ 7,9 bi; serviços, R$ 1,3 bi; e telecomunicações, R$ 800 milhões.

– Estamos considerando apenas projetos confirmados e em desenvolvimento. Na verdade, os investimentos serão maiores porque há migrações na cadeia produtiva dos setores contemplados e há novas propostas chegando – destaca Bueno.

De janeiro até a primeira quinzena de março, cerca de 150 empresas procuraram a Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin), empresa vinculada à Secretaria, que tem funcionado como “porta de entrada” dos investidores no estado.

– Esse setor só cuida de quem ainda não tem negócios no estado. O número alto é prova de que o interesse pelo Rio está muito grande – explica a presidente da Codin, Conceição Ribeiro.

Panorama da economia do Rio

Desde 2007, o estado tem batido sucessivos recordes na abertura de empresas. Em 2010, foram 41.025, contra 29.321 empresas em 2007. Entre 2007 e 2010, foram registradas na Junta Comercial – órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento –  141.524 novas empresas, contra 104.468 do período anterior (2003 e 2006).

– A previsão para este ano é passar de 50 mil empresas, graças ao excelente momento que o estado está atravessando, o que proporciona a melhoria do ambiente de negócios – destaca Bueno.

Um dos fatores que contribuíram para isso foi a adoção, pelo governo, de uma série de medidas contra a burocracia, que reduziram o tempo médio para abertura de empresas de dez para dois dias. Hoje é possível abrir uma empresa em até 48 horas, pela internet, com o sistema Registro Mercantil Integrado (Regin), já implantado em 45 cidades.

– Também no ano passado, o Rio alcançou, pela primeira vez, o primeiro lugar na geração de empregos no país: dados do Ministério do Trabalho e Emprego (janeiro a novembro) apontam a geração de 200 mil novos postos com carteira assinada resultado 30% maior que o recorde anterior, em 2008 – lembra o secretário.

O Governo do Estado também tem injetado recursos na Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (Investe Rio) – outro órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento –, que hoje tem capacidade de financiamento de R$ 2 bilhões. Até 2014, a meta é elevar esse valor para R$ 5 bilhões, com foco em micro, pequenos e médios empreendimentos.

Por Redação Portal Marítimo

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