Sindmar rebate declarações de armadores sobre a falta de mão de obra

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Seguindo nosso padrão de isenção e dando visibilidade aos sindicatos e associações que representam os marítimos e os petroleiros, maiores afetados pela possível derrubada da RN 72 do CNI, dentre os quais somente o Sindmar, sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante, se manifestou até o presente momento, publicamos matéria de interesse geral veiculada no Boletim Eletrônico da entidade.

Em  NOTA OFICIAL (clique aqui para ler o texto) publicada na terça-feira, dia 5 de abril, no jornal O Globo, o SINDMAR contesta a posição do Syndarma, ABEAM e ABAC expressa no informe publicitário conjunto veiculado no mesmo jornal, em 3 de abril.

Dispostos a empregar mão de obra barata para aumentar lucros e firmar contratos rentáveis no exterior, Syndarma, ABEAM e ABAC tentam convencer a opinião pública – em especial, os leigos em Marinha Mercante – de que “o pré-sal está em risco” por falta de oficiais mercantes.

No informe conjunto, as representações patronais listam “soluções viáveis e imediatas” para “suprir a escassez” de oficiais mercantes brasileiros.

A proposta dos armadores é alterar as Resoluções Normativas 72 – que obriga o emprego de oficiais brasileiros em embarcações e plataformas estrangeiras operando no país – e 80 – que regula a entrada no Brasil de trabalhadores estrangeiros. Alegam, para tal, que haverá um déficit de 1.300 oficiais por ano, entre 2013 e 2016.

Não há “solução” em abrir nosso mercado de trabalho a oficiais estrangeiros, contratados sob salários e condições inferiores. Mudar a RN-72 e a RN-80 atende apenas à expectativa de lucro dos empresários. E o Brasil sofrerá pesadas perdas, com o desemprego em larga escala de seus cidadãos, trabalhadores e contribuintes!

Nossos Centros de Formação qualificam centenas de novos oficiais mercantes a cada ano – e estes aguardam os novos navios para trabalhar! Nesse cenário, pode haver “solução” melhor do que investir na força de trabalho nacional altamente qualificada?

Com as informações – Sindmar

Por Rodrigo Cintra

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