DNV lança projeto para novas tecnologias

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A empresa DNV apresentou, no Rio de Janeiro, o projeto Technology Outlook 2020, de sua unidade de Pesquisa e Inovação. A iniciativa nada mais é do que a elaboração de uma previsão para o futuro de novas tecnologias e tendências que serão utilizadas nas indústrias até o ano de 2020 nos segmentos marítimos e de energia, conforme salientou a Diretora de Pesquisa e Inovação da DNV, Elisabeth Harstad, para quem o projeto dá uma visão de longo prazo para os negócios da empresa e sua operação.

A empresa, fundada em 1864 na Noruega, opera internacionalmente em indústrias e está organizada em quatro áreas de negócios: DNV Maritime, DNV Energy, DNV Business Assurance e DNV IT Global Solutions. Além disso, possui três unidades de negócios independentes: DNV Serviços de Mudanças Climáticas, DNV Software e DNV Pesquisa e Inovação. Conta com uma rede de 300 escritórios espalhados em mais de 100 países e emprega 9 mil funcionários em locais estratégicos da Europa, Américas e também na Ásia e na Austrália.

Segundo ela, as economias emergentes se tornarão desiguais em termos de demografia e desenvolvimento uma vez que se aproxima dos 7,5 bilhões de pessoas até 2020. Por isso, é necessário, de acordo com ela, a implementação de projetos de longo prazo, pois a demanda por transporte marítimo tende a crescer cada vez mais. A frota mundial continuará a se expandir, mas a demanda irá variar entre regiões e tipos de navios.

Segundo ela, a indústria mundial está sofrendo pressão para ter, cada vez mais, soluções de transporte mais sustentável, ou seja, de novos navios com melhor segurança, desempenho ambiental serão necessárias. E isso, diz, exigirá maior atenção no desenvolvimento de soluções inovadoras, técnicas e operacionais, com especial atenção para se atingir uma maior performance ambiental e eficiência energética.

O navio de baixa energia, como forma de “atacar as perdas”, o alto custo do combustível, as novas realidades do mercado, o foco cross-industrial sobre o meio ambiente, juntamente com normas mais rigorosas em matéria de emissões e da água de lastro, resultará, de acordo com ela, em mudanças radicais nos navios. A evolução tecnológica e Ciência no material, redução de arrasto, propulsão e eficiência energética, vai servir de base para as especificações de conceitos navio novo, com base em avaliação técnica e econômica. Novos conceitos podem desempenhar papel importante para todos os tipos de embarcação.

As principais causas da inovação são as forças do mercado, o avanço tecnológico, de segurança e mudanças regulatórias. Atualmente, diz, o aumento dos preços dos combustíveis, as incertezas do mercado, concorrência intensa, as alterações climáticas, e as pressões sociais para a ecologia estão impulsionando a introdução de novas tecnologias e conceitos para a frota mundial para 2020.

Tipos de navios multifuncionais e/ou os avanços tecnológicos na redução de arrasto, propulsão, materiais e anunciam novos conceitos. Estes não são necessariamente novos tipos de navios, mas oferecem soluções inovadoras para os “recém-colocados” problema no projeto do navio.

As novas tecnologias e os objetivos exigentes em matéria de emissões, eficiência, velocidade, força e flexibilidade ou de carga, exigem projetos holísticos e uso de métodos baseados no risco.

Elisabeth disse ainda que o petróleo, gás e carvão continuarão a dominar o mix energético, cobrindo 79% da oferta global de energia até 2020. O consumo mundial de energia aumenta 19% durante a próxima década, impulsionado principalmente pelos países não membros da OCDE (Organização de Cooperação em Desenvolvimento Econômico). Novas tecnologias se concentrarão na melhoria da eficiência e a redução do impacto ambiental.

O gás natural liqüefeito, como combustível, segundo ela, é uma possibilidade a ser explorada pelo Brasil, principalmente nas embarcações de apoio marítimo e aliviadores de poços de petróleo. Essas embarcações, em sua opinião, que tem rota fixa, podem utilizar essa forma de combustível porque é menos poluente. “Isso é uma realidade”.

E quanto a energia nuclear, Elisabeth considera que é uma forma de combustível preocupante. No entanto, apesar do que aconteceu no Japão, poucos países possuem outras fontes de energia e a nuclear, segundo ela, é a alternativa. “O importante é focar o projeto com segurança. Com Chernobyl foi acidente. O importante é focar em segurança. Apesar do que aconteceu no Japão, o uso de energia nuclear pode reduzir, mas terá um foco maior na segurança”.

Com as informações – Monitor Mercantil

Por Rodrigo Cintra

2 COMENTÁRIOS

  1. Antes. Bem antes. – usufruir do GLP Brasileiro a investir em energia nuclear. Isto, obviamente, no caso específico do Brasil! A DNV pode fazer parceria com a Petrobás, uma vez que a estatal nacional esta muito interessada em extração de gás no país (como esta começando em Nova Mutum, Rosário, Lucas do rio verde, etc) .

  2. estamos ofertando uma nova tecnologia de combustivel gerado a partir da agua do mar, permitindo que navios viagem sem o peso de tanques de combusjtivies, mais leves, mais ligeiros, menores custos operacionais,
    o cargueiro que leva 40 dias do rio a chian renova-se e passa a gasta apenas 20 dias.
    para uma associaco de 25% paga 5,0 miloes de dolares,
    cessao integral da tecnologia – hum bilhao de dolares,
    a marinha ja aprovou e ha patente mundial para proteger o invento
    abs
    plinio sales – pliniosales@gmail,com

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