Governo americano desmente boato sobre autorização de perfuração para a BP no Golfo

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O Secretário do Interior dos Estados Unidos, Kenneth Salazar, negou veementemente que o Governo Americano fechou um acordo para permitir que a BP possa reiniciar os trabalhos de perfuração no Golfo do México, quase um ano após o desastroso derramamento de petróleo na região, afetando o meio ambiente.

Concedendo entrevista por teleconferência da Cidade do México, no México, Salazar negou rumores de que o governo estava preparando um acordo com a empresa britânica – que foi punida após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, no campo de Macondo, derramando milhões de litros de petróleo no Golfo do México, em abril do ano passado.

Salazar disse categoricamente que não havia “absolutamente nenhuma verdade no boato”, em relação ao fato de a BP estar próxima a um acordo para reiniciar a perfuração de 10 poços no Golfo. “Não há absolutamente nenhum acordo, nem haveria um acordo desse tipo, essa informação é simplesmente um equívoco”, enfatizou Salazar.

Depois de quase um ano de moratória e a introdução de normas mais rigorosas de segurança, o governo dos EUA, no mês passado, emitiu a primeira nova licença de perfuração em águas profundas.

Salazar disse que a BP estaria sujeita “ao mesmo conjunto de normas como estaria qualquer outra empresa, e que o futuro do desenvolvimento da BP terá de passar por esse mesmo tipo de processo”. O “rigor” das novas normas inclui “satisfazer a obrigação de demonstrar a capacidade de conter uma ruptura submarina”, segundo informou o Bureau de Gestão de Energia Marítima.

Com as informações – Renata Branco / Manutenção e Suprimentos

Por Rodrigo Cintra

1 COMENTÁRIO

  1. Por mais rígida que podem ser consideradas, as normas nada podem impedir quanto a desastres à natureza. Porque, o único jeito provar que a empresa “satisfaz a obrigação de demonstrar a capacidade de conter uma ruptura submarina” é após tragédias com infindáveis prejuízos. Não existe teste: como provar ser capaz de conter vazamentos ou qualquer outro problema sem ocorrer na prática?
    Aposto que em Fukushima as normas eram severas! mas…
    O que não se deve permitir são as negligências das empresas ao limitar recursos investidos em tecnologia e segurança aos funcionários, humanidade e ao planeta.

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