Gabrielli palestra em Pequim

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O Presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, falou nesta terça-feira (12/04) sobre o cenário energético brasileiro e perspectivas futuras no seminário ‘Brasil-China, para além da complementaridade’, realizado em Pequim, com a presença de líderes e empresários dos dois países.

Gabrielli destacou oportunidades para potencializar a parceria com a China. “A Petrobras está conduzindo o maior programa de investimento do mundo e está interessada em estabelecer novas relações com os chineses, a exemplo de novas parcerias tanto na área do desenvolvimento tecnológico quanto na construção de novos segmentos”, afirmou.

Durante sua apresentação, o presidente ressaltou o sucesso da companhia no desafio da exploração de petróleo e nas novas fronteiras que poderão se abrir a partir das recém-descobertas. “Ontem mesmo, na segunda-feira, anunciamos o resultado dos testes na região de Guará, ao sul do Campo de Lula, onde confirmamos a possibilidade de alta produtividade, atingindo níveis de até 50.000 barris por dia. Consequentemente nós não somente estamos confirmando enormes volumes de óleo recuperável nessas áreas, como também verificando uma alta produtividade nos testes realizados. Isso faz com que o custo de implantação desses projetos tenda a cair, tornando-os ainda mais economicamente atraentes”, afirmou o presidente.

Traçando um mapa dessas novas descobertas, Gabrielli apresentou dados positivos sobre a indústria brasileira de petróleo e o pré-sal. Enfatizou que em termos de produção de óleo e gás houve um crescimento médio de 4,5% ao longo dos últimos nove anos. Situou ainda a Petrobras no desempenho de suas operações em águas profundas ao informar aos participantes do seminário que em relação às zonas de perfuração em águas profundas a empresa tem uma demanda atual equivalente a 47% de todo o mundo na produção de sondas.

Gabrielli apresentou também as demandas de serviços e equipamentos da Petrobras e de seus fornecedores para os próximos anos. A perspectiva de contratos duradouros é um estímulo para que empresas chinesas possam se instalar no Brasil.

Por Redação Portal Marítimo

1 COMENTÁRIO

  1. Novas empresas, novos empregos. O único perigo será a tentativa da exportação de mão de obra chineza, acompanhando as empresas. O maior exemplo foi a tentativa de mandar soldadores, montadores etc.. para a construção do forno da Thyessen Group em Itaguaí. Felizmente o Governo bloqueou (parcialmente) esta mão de obra temporária. Outro problema o famoso CUSTO BRASIL. Os impostos em cascata, acabam por invibializar muitos projetos.

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