AIE reduz projeções de demanda para o Brasil

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A Agência Internacional de Energia (AIE) cortou as projeções de alta da demanda de gasolina no Brasil, de 5,1% para 2,8% este ano, refletindo também a desaceleração na economia. A AIE tinha projetado em março a alta de 5,1% na demanda de combustível depois de expansão de 9,1% em dezembro de 2010.

Agora, a entidade constata que a procura por gasolina e óleo diesel continuou robusta em janeiro, com alta de 4,9% e 5,3% respectivamente, porem já mais fraca do que no segundo semestre de 2010, indicando que a expansão da demanda está diminuindo.

Levando em conta a hipótese de preços mais altos e evidência de mais aperto fiscal e monetário no país, a AIE estima agora que a demanda total de combustível no país será 30 mil barris a menos por dia, ficando em 2,8 milhões/dia.

A AIE nota que o Brasil, normalmente exportador de gasolina, vai importar várias cargas do combustível em abril. Diante do preço elevado do etanol e da fraca colheita de açúcar, os distribuidores tiveram que excepcionalmente importar etanol dos Estados Unidos.

Globalmente, a entidade sediada em Paris alerta que os preços elevados do petróleo começaram a afetar a demanda internacional, que tende a baixar já ha alguns meses. O preço do barril spot subiu 10% a 15% em marco, no rastro dos conflitos no Oriente Médio e África do Sul.

O barril estava próximo de US$ 127 ontem. Mas a AIE alerta que mesmo um preço sustentável de US$ 100 pelo barril pode se tornar incompatível com o atual ritmo da recuperação econômica global.

Por sua vez, do lado da oferta, o Brasil continuará sendo a principal fonte de crescimento da produção de petróleo fora da Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo (Opep), seguido pela China.

Em Janeiro, o suprimento total de petróleo no país caiu 60 mil barris/dia para 2,21 milhões b/d, enquanto dados preliminares indicariam uma queda maior para 45 mil barris/dia. Mas a AIE estima que a produção voltará a subir para 2,4 milhões b/d no quarto trimestre na medida em que novos campos começarem a produzir.

A produção média no país para 2011 é estimada assim em 2,32 milhões barris/dia, comparado a 2,14 milhões b/d em 2010, sendo o maior incremento fora dos membros da Opep.

Com as informações – Valor Econômico

Por Rodrigo Cintra

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