Pescadores de fim de semana ficam à deriva em Fortaleza

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Eram 17 horas do sábado quando o grupo de três amigos, José Ângelo, Alexandre e Juciê, pescadores de fim de semana, saíram da Praia de Iracema com destino ao Titanzinho, onde foram pescar a três quilômetro da costa objetivando a Semana Santa. Tudo estava sob controle até as 2 horas, quando o motor da embarcação deu pane.

Resultado, sem vela, eles ficaram à deriva até conseguir pedir socorro, pelo celular, ao Corpo de Bombeiros, pelo 190, que acionou a Capitania dos Portos por volta das 7 horas.

Antes disso, conta o Subtenente Bombeiro A. Santos, salva-vidas sobrevoaram área em um helicóptero e enquanto outros dois estiveram no local utilizando jet-ski para averiguar a condição dos pescadores.

De acordo com o encarregado da inspeção naval da Capitania dos Portos, Capitão Reinaldo Cerqueira, o resgate só foi possível com a ajuda da Capitania, que utilizou um barco inflável a motor para efetuar o reboque. “Ainda bem que eles portavam todo o material de segurança e estavam usando o colete. Além disso, mantiveram a calma. Afinal, é dia de maré alta, o que complica quem está no mar”.

Os três pescadores chegaram a costa por volta das 9 horas. O dono do barco, o portuário Álvaro Graça, foi comunicado do fato pelo filho José, um dos embarcados, às 7h30. “Eles são experientes e sabem de todas as dificuldades. São acostumados. Quase todo fim de semana pedem meu barco e saem para pescar”, afirma.

Álvaro também foi notificado pela Capitania dos Portos e seguiu até o local com toda a documentação da embarcação de cinco metros de comprimento e motor de pequeno porte. “Eu estava consertando a vela e, mesmo assim, eles confiaram no motor e em Deus, ainda bem que foram socorridos rápido”.

Na avaliação do Capitão Reinaldo, foi mais um susto. “Até porque o equipamento de segurança deu suporte para que o grupo aguentasse sem problemas o reboque”. Mesmo assim, a embarcação ficará apreendida na Capitania dos Portos, pelo menos até hoje quando o seu proprietário Álvaro Graça prestar mais informações.

Além de habilitado, o pescador deve seguir à risca as recomendações da Marinha com relação à legalidade da embarcação e equipamentos de segurança. Além disso, reforça o oficial, ter atenção às condições do estado do mar e envergar sempre o colete de salvação, incluindo durante as entradas e saídas das embarcações podem fazer a diferença na hora de algum acidente. As orientações prendem-se também à atitude do pescador. “Não assumir riscos desnecessários é fundamental”, aponta.

O oficial da Marinha alerta sobre os acidentes com embarcações e pescadores. Segundo ele, ocorrem, muitas vezes, por causa das condições de tempo. “Por isso, todo cuidado é pouco”. É obrigatório manter em dia os equipamentos de segurança/salvatagem como rádio, boias, sinalizadores e salva-vidas. Jamais, aconselha, sair para o mar sem antes saber a previsão do tempo. “Quando for ficar mais de 24 horas embarcado, consulte a previsão via rádio”. No caso dos três amigos, eles saíram e noite de lua cheia e maré que alcançou 3,1 metros de pico.

Com as informações – Diário do Nordeste

Por Rodrigo Cintra

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