Projetos de CCS para o Pré-sal em discussão

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Projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em ingês) que venham a ser aplicados no pré-sal brasileiro demandarão sistemas de tratamento e injeção de CO2 mais compactos e materiais para fabricação de dutos que suportem o contato com o CO2 em ambientes úmidos. As conclusões foram anunciadas durante o primeiro dia do 1º Congresso Brasileiro de CO2, nesta segunda-feira (18/4), no Rio de Janeiro.

De acordo com o Presidente do IBP, Raimar van den Bylaardt, o processo de separação de CO2 exige o uso de instalações de grande porte. “Como colocá-las a 300 km da costa? Seria um custo muito elevado”, observa. Para o executivo, a tendência é que os sistemas fiquem mais enxutos e sejam instalados nas plataformas ou no fundo do mar.

Na visão do Chefe de Desenvolvimento de Negócios em CCS da DNV, Kaare Helle, é preciso aproveitar o conhecimento em gasodutos para aplicar na projeção de dutos específicos para o transporte de CO2. Embora não seja inflamável, o gás é mais pesado e deve ser transportado acima do ponto crítico (temperatura maior que 31,06ºC e pressão maior que 73,83 bar), demandando estruturas de maior resistência.

A companhia norueguesa vem trabalhando na elaboração de documento com as diretrizes básicas para execução de projetos de CCS. O guia aponta potenciais problemas nas três fases do processo. Durante a captura, há de se estudar formas de evitar o descarregamento ou dispersão acidentais de CO2; no momento do transporte, a corrosão de dutos ou paredes de navios; no armazenamento, é necessário adotar critérios específicos para selecionar terrenos qualificados para guardar o CO2 por séculos.

Comitê

O IBP aproveita o congresso, que se estende até a próxima quarta-feira (20/4), para articular a criação de comitê executivo que vai discutir aspectos regulatórios e normas técnicas para desenvolvimento e implementação de projetos de CCS no Brasil. Segundo Bylaardt, fariam parte do grupo representantes da indústria, órgãos do governo e do meio acadêmico.

Com as informações – João Montenegro / Energia Hoje

Por Rodrigo Cintra

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