Vem aí a Niterói Naval Offshore

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Nesta terça-feira, a Prefeitura de Niterói e o Instituto de Tecnologia Aplicada a Energia e Sustentabilidade Ambiental (Itaesa) lançaram a Niterói Naval Offshore (NNO), que será realizada de 7 a 10 de novembro, no Caminho Niemeyer, no Centro. A feira reúne as principais empresas e fornecedores da indústria naval. A expectativa para este ano é que a feira receba 35 mil visitantes.

O evento é importante para a cidade, que abriga 15 estaleiros, 190 empresas ligadas ao setor offshore e mais de 25 mil empregos diretos e indiretos no setor. O lançamento contou com a presença de representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), do Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas (Sebrae/RJ), da Caixa Econômica Federal, do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Petrobras Transporte S.A (Transpetro). Todos unidos em prol do sucesso do evento e uma superação de resultados.

“A Niterói Naval Offshore é importante para a cidade por dois motivos. Primeiro a questão histórica, o município é o berço da construção naval, com a instalação do primeiro estaleiro do Brasil, o Estaleiro Mauá, em 1846. Segundo porque ela movimenta o setor e favorece a atração de outras empresas, principalmente as navipeças, que são empresas que produzem peças para os estaleiros”, disse o Presidente da feira e Secretário Municipal de Ciência e Tecnologia, José Raymundo Martins Romêo, que no lançamento representou o Prefeito Jorge Roberto Silveira, ausente por motivos pessoais.

A grande expectativa da feira é a Rodada de Negócios, promovida pela Firjan e pelo Sebrae/RJ. Na última edição a ação gerou aproximadamente R$ 100 milhões em contratos, recorde nos três eventos realizados, e envolveu 14 empresas âncoras e 95 fornecedores, durante 360 encontros. Segundo o Gerente Regional do Sebrae/RJ, Américo Diniz, o desafio deste ano é superar os números da terceira edição do evento.

“Esperamos este ano atingir 20 empresas âncoras na Rodada de Negócios e com isso passar dos R$ 110 milhões em contratos”, disse Diniz.

Para o secretário geral do Sinaval, Sérgio Leal, a feira é uma oportunidade de geração de novos empregos.

“Niterói é um polo e destaque na geração de recursos humanos e tecnologias para desenvolvimento de campos de produção de petróleo em alto-mar. Esperamos ter mais sucesso que nas edições anteriores. A expectativa é muito boa”, disse Leal.

Agenor Junqueira, Diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, destacou a importância de Niterói para o setor de construção naval e os interesses da Transpetro neste mercado.

“Nós da Transpetro somos os responsáveis pela movimentação da indústria naval. A empresa possui 49 encomendas de navio de produto, já assinamos 41 e oito estão em processo de licitação. E este evento é de extrema importância para troca de experiência e apresentação de tecnologias. Esta é a quarta edição que a Transpetro participa, e agora somos o patrocinador ‘master’. Niterói será responsável pela entrega de quatro navios produtos este ano”, declarou Junqueira.

Para o Superintendente da Caixa em Niterói, o Gerente Regional Armando dos Anjos Tiago, o evento é importante por convergir os interesses públicos com o privado, promovendo o desenvolvimento do País e da economia.

“Vamos usar a nossa expertise adquirida na construção civil para promover este evento. A Caixa quer, com isso, alavancar a economia da região”, disse ele.

Com as informações – O Fluminense

Por Rodrigo Cintra

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