Mais um passo dado para o quarto estaleiro em Pernambuco

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Embora o noticiário sobre a instalação de um estaleiro da Construcap-Orteng, em Suape, tenha esfriado, o consórcio segue em frente com o pedido de licenciamento ambiental para tentar iniciar sua construção conforme o cronograma original: em junho próximo. A Agência Estadual de Recursos Hídricos (CPRH) disponibiliza em seu portal (www.cprh.pe.gov.br) um estudo dos impactos ambientais e econômicos do empreendimento em Suape e em seu entorno.

Segundo a CPRH, o estudo é disponibilizado na internet para os cidadãos discutirem se é preciso ou não uma audiência pública sobre o novo projeto naval, que fabricará módulos e plataformas. O prazo para sugerir a audiência vai até o dia 22 de maio.

Assim como o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o projeto da Construcap e Orteng está previsto para ficar na Ilha de Tatuoca.

O novo estaleiro, do jeito que foi projetado, terá capacidade de processar 40 mil toneladas de aço por ano, um volume bem menor do que o EAS, um processamento de 160 mil toneladas anuais. Ou seja, a capacidade representa um quarto do vizinho gigante.

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do projeto ancorado pela Construcap foi desenvolvido pelo escritório pernambucano Moraes & Albuquerque Advogados e Consultores.

De acordo com o estudo, a construção do estaleiro vai durar 18 meses e gerar 2 mil empregos diretos. Quando estiver operando, o estaleiro terá nove módulos de produção independentes, um total de 2.250 funcionários.

A instalação do canteiro de obras vai demorar dois meses e, para a construção, o consórcio pretende reativar o antigo acesso ao Estaleiro Atlântico Sul.

Na fase de obras, 58% do pessoal serão compostos por operários e serviços gerais, 30% de técnicos e equipes de apoio e 12% de gerência e outros cargos de chefia.

O pico de uso de empregados está previsto para ocorrer no sétimo mês de construção, com a redução gradativa do volume de trabalhadores no canteiro de obras a partir de então.

Entre as instalações previstas para o estaleiro, será construído um refeitório com capacidade para alimentar simultaneamente 500 funcionários.

Segundo o EIA-Rima, serão escavados 1,2 milhão de metros cúbicos de terra e será reutilizado como aterro um volume de 2,5 milhões de m³ material de dragagem. Para o enrocamento, que consiste na criação de uma proteção de pedras contra a erosão, o volume de rochas será de 30 mil metros cúbicos.

O estaleiro contará com estação de tratamento de água e de esgoto próprios.

Para mais informações, clique aqui.

Fonte: Escada e Desenvolvimento

Por Carla Oliveira

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